Um novo boletim do InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o Acre voltou a registrar aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas. Os dados consideram a Semana Epidemiológica 8, entre os dias 22 e 28 de fevereiro, e indicam crescimento nas notificações ao longo das últimas seis semanas.
A capital Rio Branco também aparece entre as cidades brasileiras classificadas com nível de atividade de SRAG em situação de alerta, risco ou alto risco. Na mesma condição estão capitais como Manaus, Belém e Porto Velho.
Segundo a Fiocruz, o aumento recente tem sido observado principalmente entre crianças e adolescentes. A tendência pode estar relacionada ao retorno das aulas e ao maior contato entre estudantes em ambientes fechados, o que facilita a circulação de vírus respiratórios.
O boletim aponta que parte do aumento está ligada ao crescimento de casos entre crianças de até dois anos, especialmente associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), que costuma afetar com mais intensidade bebês e crianças pequenas.
Além dele, outros vírus também têm contribuído para o aumento de casos, como o rinovírus, relacionado ao crescimento de hospitalizações entre crianças e adolescentes, e a Influenza A, que tem atingido diferentes faixas etárias, incluindo jovens, adultos e idosos.
Situação na região Norte
De acordo com o levantamento, vários estados da região Norte apresentam tendência de crescimento ou níveis de alerta para SRAG. Além do Acre, estados como Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia também registram atividade da síndrome em níveis de alerta ou risco nas últimas semanas.
No boletim anterior do InfoGripe, divulgado no final de fevereiro, o Acre já apresentava incidência de SRAG considerada em nível de risco, porém ainda sem tendência clara de crescimento no longo prazo. Na ocasião, o aumento das hospitalizações estava ligado principalmente à Influenza A, que já indicava redução, e ao vírus sincicial respiratório, que continuava em expansão no estado.
Em todo o país, o cenário também aponta crescimento de casos. Somente em 2026, já foram registrados 14.370 casos de SRAG no Brasil.
Entre esses registros:
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35% tiveram resultado positivo para vírus respiratórios;
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43,1% apresentaram resultado negativo;
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14,4% ainda aguardam resultado laboratorial.
Entre os casos positivos confirmados neste ano, os vírus mais identificados foram:
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Rinovírus – 40%
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Influenza A – 20%
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COVID-19 (Sars-CoV-2) – 17%
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Vírus sincicial respiratório – 13,6%
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Influenza B – 1,7%
Os dados do InfoGripe também indicam que a incidência da síndrome é maior entre crianças pequenas, enquanto a maior parte das mortes registradas no período ocorre entre idosos. Entre os óbitos analisados, a maioria está relacionada à Covid-19, seguida pela Influenza A.


