Quatro homens acusados de participação em uma chacina que deixou cinco mortos em Rio Branco serão julgados pelo Tribunal do Júri. A decisão foi tomada pelo juiz Fábio Alexandre Costa de Farias, que considerou haver indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja analisado pelos jurados.
O crime ocorreu no dia 3 de novembro de 2023, em uma residência na Rua Morada do Sol, no bairro Taquari. Na ocasião, cinco pessoas foram mortas: Valdei das Graças Batista dos Santos, Adegilson Ferreira da Silva, Luan dos Santos de Oliveira, Sebastião Ytalo Nascimento de Carvalho e Tailan Dias da Silva. Uma sexta vítima, José Weverton Nascimento da Rosa, foi baleada e ficou ferida.
Foram pronunciados para julgamento Davidesson da Silva Oliveira, conhecido como “Escopetinha”; Denilson Araújo da Silva, o “Jabá”; Tony da Costa Matos, chamado de “Tony Barroca”; e José Weverton Nascimento da Rosa, conhecido como “Raridade”. Eles deverão responder por homicídio qualificado e participação em organização criminosa.
Após a decisão de pronúncia, foi aberto prazo para que as defesas e o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) se manifestem no processo.
O advogado Thalles Damasceno apresentou recurso contra a decisão em favor de dois dos acusados: José Weverton Nascimento da Rosa e Davidesson da Silva Oliveira. A defesa também informou que pretende pedir a soltura de José Weverton.
Já Denilson Araújo da Silva e Tony da Costa Matos são defendidos pela Defensoria Pública do Estado do Acre.
Outros dois investigados tiveram os processos desmembrados. São eles Wellington Costa Batista, conhecido como “Nego Bala”, e Ronivaldo da Silva Gomes, o “Roni”. Segundo as investigações, Wellington é apontado como o mandante da chacina.
Ronivaldo da Silva Gomes está foragido e integra a lista vermelha dos mais procurados do Brasil.
De acordo com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, o crime teria sido motivado por uma disputa entre facções criminosas pelo controle de territórios em Rio Branco.
Fonte: G1 Acre.


