A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu negar o pedido de indenização feito pelo agricultor Rafael Eduardo Schemmer, que processou a ex-companheira Natália Knak e uma tia dela após um vídeo conhecido como “chá revelação de traição” ganhar grande repercussão nas redes sociais. Na ação, o homem solicitava R$ 100 mil por danos morais e também a remoção das imagens da internet.
O caso foi analisado pela Vara Judicial da Comarca de Ibirubá, no interior do estado. Apesar de reconhecer que Natália e a tia tiveram participação na gravação e no compartilhamento inicial do vídeo, o juiz João Gilberto Engelmann concluiu que não havia elementos suficientes para responsabilização civil. Na decisão, o magistrado destacou que o episódio precisava ser avaliado dentro do contexto das traições admitidas pelo próprio autor do processo.
Veja as fotosAbrir em tela cheia No vídeo, o rapaz permanece em silêncio enquanto é confrontado pela esposaReprodução: Redes Sociais No vídeo, o rapaz permanece em silêncio enquanto é confrontado pela esposaReprodução: Redes Sociais Natália KnakReprodução: Instagram/@knak_natalia Natália KnakReprodução: Instagram/@knak_natalia Natália KnakReprodução: Instagram/@knak_natalia
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Segundo o juiz, utilizar a Justiça para tentar impedir a manifestação da ex-companheira poderia representar uma tentativa de inverter os papéis entre vítima e agressor, configurando em “revitimização institucional”, como afirmou na sentença.
O processo também teve pedidos de indenização por parte das duas mulheres envolvidas no caso. Natália solicitou R$ 150 mil por danos morais, alegando sofrimento provocado por repetidas traições e risco à própria saúde durante a gestação. Já a tia pediu R$ 10 mil ao argumentar que foi incluída indevidamente na ação. Ambos os pedidos também foram rejeitados pela Justiça.
Outro ponto considerado na decisão foi o comportamento do próprio agricultor após a repercussão do episódio. Conforme o magistrado, Rafael participou de entrevistas e se envolveu publicamente na discussão do caso, o que enfraqueceria a alegação de dano significativo à sua honra ou imagem.
Relembre o caso
O episódio que originou o processo ocorreu em julho do ano passado, na cidade de Quinze de Novembro, município gaúcho com cerca de 3,9 mil habitantes. Na ocasião, Natália reuniu familiares em um evento que aparentava ser um tradicional chá revelação. Durante a reunião, em vez de anunciar o sexo do bebê que esperava, ela decidiu expor supostas traições do então companheiro diante dos convidados.
Nas imagens que circulam na internet, o homem aparece de costas enquanto a mulher apresenta mensagens, fotos e acusações de infidelidade. Natália afirmou ter descoberto diversos relacionamentos extraconjugais e confrontou o companheiro na frente dos presentes. Rafael permaneceu em silêncio durante boa parte da gravação e, quando questionado diretamente, apenas balançava a cabeça.
De acordo com a defesa do agricultor, a repercussão do vídeo teria provocado constrangimento público, memes e paródias nas redes sociais, afetando sua vida pessoal e familiar. O advogado chegou a afirmar que o cliente estaria sofrendo humilhações desde a divulgação do conteúdo.
Após o episódio, o casal rompeu definitivamente a relação e não mantém mais contato. O filho dos dois nasceu em fevereiro deste ano. A decisão judicial ainda pode ser contestada por meio de recurso.


