O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta terça-feira (31) que Geraldo Alckmin será novamente candidato a vice-presidente na chapa que disputará a reeleição em 2026.
A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto e marca o início de mudanças na equipe do governo, com a saída de pelo menos 18 ministros que devem disputar cargos nas eleições de outubro.
Para concorrer, Alckmin precisará deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), já que a legislação eleitoral exige o afastamento de ocupantes de cargos do Executivo até seis meses antes do pleito. A regra busca evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral e garantir igualdade entre os candidatos.
Mudanças no governo
Com a saída de ministros, o governo deve promover substituições para manter o funcionamento das pastas. Em muitos casos, secretários-executivos devem assumir os cargos de forma interina ou definitiva, garantindo continuidade das ações.
Um exemplo é o Ministério da Fazenda, que já passou por troca de comando com a saída de Fernando Haddad, que deve disputar o governo de São Paulo. O cargo foi assumido por Dario Durigan, que era secretário-executivo da pasta.
Além de Haddad, outros ministros também devem deixar os cargos para disputar eleições, incluindo nomes como Renan Filho, Rui Costa, Gleisi Hoffmann, Simone Tebet e Marina Silva.
Outros integrantes do governo ainda avaliam se deixarão os cargos ou permanecerão nas funções.
Lula afirmou que pretende reduzir ao máximo os impactos das mudanças na Esplanada dos Ministérios, mantendo a continuidade das políticas públicas em andamento.
A expectativa é que novas substituições e definições sejam anunciadas nos próximos dias, à medida que se aproxima o prazo final para desincompatibilização dos cargos.


