A Ouvidoria das Mulheres do Ministério Público do Acre (MPAC) foi apresentada como um dos principais avanços na relação entre a instituição e a sociedade durante evento em Rio Branco. A ferramenta, disponibilizada recentemente, amplia os canais de atendimento voltados à escuta e ao encaminhamento de demandas relacionadas aos direitos das mulheres.
O destaque foi feito pela ouvidora-geral do MPAC, procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, durante palestra realizada na segunda-feira (16), em celebração ao Dia Nacional do Ouvidor. O encontro foi promovido pela Controladoria-Geral do Estado.
Na apresentação, com o tema “Ouvidoria e Participação Social: fortalecimento da democracia”, a procuradora abordou o papel estratégico das ouvidorias públicas no fortalecimento institucional. “A ouvidoria não é apenas um canal de reclamações. É, sobretudo, um espaço institucional de escuta qualificada e de diálogo permanente entre o cidadão e o Estado”, afirmou Kátia Rejane ao abrir sua apresentação.
Segundo ela, esses canais permitem compreender melhor as demandas da população e aproximar o cidadão das instituições públicas. “Cada manifestação recebida pela ouvidoria carrega uma experiência concreta do cidadão com o serviço público. Quando analisamos essas manifestações, estamos, na verdade, ouvindo a sociedade e aprendendo com ela”, observou.
A procuradora destacou ainda que as manifestações recebidas — como denúncias, sugestões, críticas e elogios — contribuem para orientar decisões administrativas e aperfeiçoar serviços. “A escuta institucional transforma experiências individuais em conhecimento coletivo. E esse conhecimento é fundamental para melhorar a atuação das instituições públicas”, destacou.
Ao abordar a criação da Ouvidoria das Mulheres, Kátia Rejane enfatizou a importância de um espaço específico para atender demandas relacionadas à violência de gênero. “Criar um canal específico para as mulheres significa reconhecer a necessidade de um espaço sensível, seguro e preparado para ouvir essas demandas”, pontuou.
De acordo com ela, a iniciativa reforça o compromisso do MPAC com a proteção dos direitos fundamentais e a promoção da igualdade. Além disso, contribui para ampliar a confiança da população nas instituições públicas.
“Quando o cidadão percebe que sua voz é recebida, analisada e considerada, ele passa a compreender que faz parte da construção das soluções públicas”, afirmou.
A procuradora também ressaltou que a participação social vai além do período eleitoral e deve ser exercida continuamente. “A democracia não se sustenta apenas no voto. Ela se fortalece quando o cidadão encontra instituições abertas ao diálogo e dispostas a ouvir”, ressaltou.
Por fim, Kátia Rejane reforçou o papel da ouvidoria como instrumento permanente de escuta ativa no Ministério Público. “Ouvir a sociedade é uma forma de aprimorar o trabalho do Ministério Público e de tornar nossa atuação cada vez mais conectada com a realidade social”, concluiu.


