Os vereadores do Partido Liberal (PL) em Sena Madureira reagiram ao recurso apresentado pelo suplente Fábio Ferreira de Souza, conhecido como Fábio do Manduca, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-candidato ingressou com um Agravo Interno com o objetivo de derrubar a liminar que suspendeu os efeitos da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) no caso que investiga suposta fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024.
A iniciativa provocou reação entre os parlamentares da sigla, que repudiaram a atitude do suplente e classificaram a movimentação como uma tentativa de reverter no campo jurídico o resultado definido pela população nas urnas.
Para os vereadores, o comportamento demonstra inconformismo com o resultado da eleição e uma tentativa de pressionar a Justiça para ocupar uma vaga que, segundo eles, não foi conquistada pelo voto popular.
A vereadora Ivoneide Bernardino destacou que a democracia precisa ser respeitada e que o resultado das eleições deve prevalecer.
“Respeitamos a Justiça e sabemos que todo cidadão tem direito de recorrer, mas não podemos aceitar que se tente deslegitimar a vontade popular. A população de Sena Madureira se manifestou nas urnas e escolheu seus representantes. Quem não venceu a eleição precisa respeitar o resultado e a decisão democrática do povo”, afirmou.
Já o vereador Antônio Raimundo Melônia de Andrade, o Real, também criticou a postura do suplente e disse que a tentativa de anular os votos do partido representa um ataque ao processo democrático.
“É muito fácil querer ganhar no tapetão aquilo que não se conquistou nas urnas. O povo decidiu quem deveria ocupar as cadeiras da Câmara Municipal e essa decisão precisa ser respeitada. Estamos tranquilos porque confiamos na Justiça e na legitimidade do resultado das eleições”, declarou.
O caso segue em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral, que deverá analisar o recurso apresentado pelo suplente e decidir se mantém a liminar que garantiu, por enquanto, a permanência dos vereadores do PL nos cargos ou se restabelece a decisão do TRE-AC.
Caso a tese de fraude à cota de gênero seja confirmada pela Justiça Eleitoral, a chapa proporcional do PL poderá ser cassada, o que resultaria na anulação dos votos do partido e na recontagem das vagas na Câmara Municipal de Sena Madureira.


