O Corinthians passou a enfrentar mais uma disputa judicial relacionada a débitos financeiros. A SC & PB Consultoria Assessoria Esportiva ingressou com uma ação de cobrança na Justiça de São Paulo exigindo o pagamento de aproximadamente R$ 10 milhões referentes a compromissos assumidos pelo clube em acordo firmado anteriormente.
Segundo o processo, o valor atualizado da cobrança é de R$ 9.035.322,35, além de honorários advocatícios — normalmente fixados em 10% do montante da causa — e demais encargos como juros e custas processuais. A empresa alega que o clube deixou de cumprir um acordo firmado em novembro de 2023 para reestruturar dívidas acumuladas em anos anteriores.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Corinthians venceu a Copa do BrasilFoto/Instagram/@ Corinthians Reprodução/corinthians Camisa do Corinthians amarelaReprodução/Instagram: @corinthians
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De acordo com os autos, o entendimento previa o pagamento em duas parcelas iniciais de R$ 2,5 milhões, seguidas por 36 prestações de R$ 40 mil. Entretanto, apenas a primeira parcela teria sido quitada. Com a interrupção do pagamento, o valor passou a sofrer novas correções e juros.
Cobranças incluem comissões e direitos de imagem
Parte das quantias reivindicadas pelos empresários estaria ligada a comissões por intermediação na contratação do volante Fellipe Bastos, que atuou pelo Corinthians em 2017.
O processo também menciona valores relacionados a contratos de cessão de direitos de imagem. A documentação cita um instrumento firmado em agosto de 2018, descrito como “termo de quitação de instrumento particular de cessão, distrato e termo de quitação de instrumento particular de contrato de cessão de direitos de uso de nome, apelido desportivo, voz e imagem de atleta e outras avenças”.
No mesmo trecho aparece a referência a uma “Transação Rodrigo Souza”. O clube não possuía, naquele ano, um atleta registrado com esse nome. O único jogador com essa identificação que vestiu a camisa corintiana foi o atacante Souza, popularmente chamado de “Caveirão”, que atuou no clube entre 2009 e 2011.
Ele era representado pelo empresário Carlos Leite, que possui relação com a SC & PB Consultoria Assessoria Esportiva. O sócio da empresa, o advogado Gustavo Pinheiro, também atua em processos envolvendo o agente contra o Corinthians.
Dívida pode entrar no regime de centralização
Os valores cobrados nesta ação não aparecem inicialmente na lista de débitos incluídos no Regime de Centralização de Execuções (RCE) solicitado pelo clube na Justiça. O plano foi homologado recentemente e busca organizar o pagamento de execuções que podem chegar a cerca de R$ 700 milhões.
Como o crédito citado no processo é anterior a agosto de 2024, ele poderá ser incluído posteriormente no regime quando o caso alcançar a fase de execução e cumprimento de sentença.
Clube ainda não foi notificado
Até o momento, o Corinthians ainda não foi formalmente notificado da ação e, por isso, não teria conhecimento oficial da cobrança.
Em contato com a ESPN, o advogado Gustavo Pinheiro informou que não poderia comentar detalhes da causa. Os demais envolvidos não se pronunciaram.
Manifestação de ex-presidente
O ex-presidente do clube, Duilio Monteiro Alves, enviou uma nota comentando a existência de acordos firmados durante sua gestão: “Na minha gestão, foram assinados diversos acordos para reparcelamento de compromissos pendentes. Toda pessoa ou instituição que tem dívidas – e o Corinthians já tinha muitas quando assumi a Presidência – tem o direito de fazer isso. Maliciosamente, inimigos preferem chamar isso de confissão de dívida. Espero que a imprensa não caia nessa armadilha. Desde então, o Corinthians teve dois presidentes e muitos diretores jurídicos. Não há como ter memória disso depois de 3 anos, nem saber se algo foi feito depois da minha gestão”.
Passivo com intermediários
Dentro do levantamento de débitos do clube incluídos no RCE, apenas as pendências com agentes e intermediários podem ultrapassar R$ 300 milhões, segundo documentos apresentados à Justiça. A nova ação amplia a lista de disputas judiciais envolvendo compromissos financeiros firmados em gestões anteriores.


