A nova montagem teatral sobre a vida de Paulo Gustavo já começa chamando atenção antes mesmo da estreia — e não é só pelo peso do nome que homenageia. O musical aposta em uma escolha estratégica: escalar jovens talentos para dar vida ao humorista ainda criança, criando uma conexão emocional com o público desde os primeiros momentos da história.
Entre os nomes escolhidos estão Miguel Venerabile e Guilherme Baleixo, dois dos três meninos que vão se revezar no papel do pequeno Paulo Gustavo no espetáculo “Meu Filho é um Musical”. E, pelo currículo dos dois, dá pra dizer que não se trata de uma aposta no escuro.
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Miguel, inclusive, carrega um detalhe simbólico que pesa a favor: ele é de Niterói, mesma cidade onde Paulo Gustavo nasceu e construiu suas primeiras referências. Mas o que impressiona mesmo é a bagagem do jovem artista, que já transita com facilidade entre televisão, cinema, teatro e dublagem.
Na TV, ele ganhou destaque em “Mar do Sertão”, da Globo, e também integrou produções como “Gênesis”, “Reis” e “Neemias”, na Record. No cinema, protagonizou o drama “Inexplicável” (2024), interpretando o filho dos personagens de Letícia Spiller e Eriberto Leão — papel que lhe rendeu indicação de Melhor Ator no Los Angeles Brazilian Film Festival. O longa, aliás, chegou ao catálogo da Netflix em 2025, ampliando ainda mais sua visibilidade.
E a agenda segue cheia: em 2026, Miguel estará no filme “Álibi”, ao lado de Leandro Hassum, consolidando uma trajetória que cresce em ritmo acelerado.
Nos palcos, o ator também não é novato. Já participou de montagens como “Brinquedos Consertados”, de Domingos Oliveira, e “Baú de Corações”. Fora isso, ainda atua como dublador — sendo atualmente a nova voz brasileira do Ursinho Pooh, da Disney, e também de Charlie Brown. Um combo raro de habilidades para alguém tão jovem.
Do outro lado, Guilherme Baleixo, de apenas 11 anos, também chega credenciado. Com formação em interpretação para TV e cinema, ele mantém uma rotina intensa de estudos em atuação, teatro e dublagem — e já coleciona experiências importantes no palco.
Entre seus trabalhos estão o musical “Sinfonia das Notas”, a peça “Pluft, o Fantasminha” e os espetáculos “Morangos e Lunetas” e “Quebra-Nozes”. Além disso, Guilherme já deu vida a personagens em diferentes formatos, passando por filmes, novelas, séries, desenhos e até animes.
A escolha de jovens com esse perfil reforça um movimento cada vez mais evidente nas produções brasileiras: investir em talentos precoces, mas já preparados, capazes de sustentar personagens complexos e carregar narrativas com verdade.
No caso do musical sobre Paulo Gustavo, essa decisão ganha ainda mais peso. Afinal, revisitar a infância de um dos maiores nomes do humor brasileiro exige sensibilidade, timing e carisma — três qualidades que, ao que tudo indica, não vão faltar em cena.


