O Novorizontino recebe o Palmeiras neste domingo (8/3), no Estádio Dr. Jorge Ismael de Biasi, para o jogo de volta da final do Campeonato Paulista. Com a derrota por 1 a 0 na ida, o clube de Novo Horizonte (SP) precisará reverter a vantagem do gigante nacional para conquistar o título. De quebra, o elenco de Enderson Moreira tenta quebrar um tabu que se estende há décadas nos principais estaduais do país.
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O jejum em questão é a falta de títulos para equipes de fora da capital. No Paulistão, há uma particularidade incomum a outros estados do país: o Santos, o único clube do chamado “G12” que não fica na capital. A equipe da Baixada Santista é dona de 22 troféus estaduais. O último deles foi conquistado em 2016.
Veja as fotosAbrir em tela cheia No duelo de ida, a equipe de Novo Horizonte (SP) foi derrotada por 1 a 0 contra o Palmeiras.Divulgação/Novorizontino Flaco López abriu o placar aos 35′ do 1ºt contra o Novorizontino.Cesar Greco/Palmeiras Sétima final entre os 10 anos mostra domínio dos rivais no estado.Leonardo Brasil/Fluminense Pressão colorada: invasão ao CT aumenta crise antes de GreNal no Beira-RioReprodução
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O domínio do Alvinegro Praiano, dividido com os rivais Corinthians, Palmeiras e São Paulo, perdura há mais tempo. Exceção à parte, o Ituano é a última equipe a quebrar o domínio dos quatro gigantes. O clube de Itu, município a cerca 100km da capital, conquistou o bicampeonato em 2014, depois de ter sido campeão em 2002.
É bem verdade que o São Caetano ergueu o troféu em 2004, mas a cidade de São Caetano do Sul não é considerada interior. O município, localizado a apenas 15 km da capital, integra da Região Metropolitana de São Paulo, sendo uma das sete cidades do Grande ABC. Antes, há ainda os títulos do Bragantino (Bragança Paulista) em 1990 e do Inter de Limeira (Limeira) em 1986, além de outros no início do século XX.
E no Rio?
Se em São Paulo há alguns casos atípicos, o estado do Rio de Janeiro não abre espaço para exceções: nunca um clube de fora da capital venceu o Campeonato Carioca. A lista de campeões é formada por Flamengo (39 títulos), Fluminense (33), Vasco (24), Botafogo (21), América (7), Bangu (2), São Cristóvão (1) e Paissandu (1). Todos são da cidade do Rio.
Quem chegou mais perto de furar o grupo foi o Americano, de Campos dos Goytacazes, vice-campeão em 2002 após perder os dois jogos da final para o Fluminense (0 a 2 e 1 a 3), e o Volta Redonda, também vice-campeão para o Fluminense, que venceu por a primeira partida por 4 a 3 e perdeu o duelo de volta por 3 a 1.
O panorama em Minas Gerais
Apesar do evidente domínio de Atlético e Cruzeiro, além do América como terceira força, Minas Gerais tem campeões fora de Belo Horizonte. O Ipatinga, da cidade de mesmo nome, foi o último a alcançar tal feito, em 2005. Três anos antes, a Caldense (Poço de Caldas) ficou com o título. O pentacampeão Villa Nova (Nova Lima) e a bicampeã Siderúrgica (Sabará) são de cidades consideradas parte da região metropolitana de Belo Horizonte.
Estadual democrático no RS
Outro estado dominado por dois gigantes é o Rio Grande do Sul de Grêmio e Internacional. Apesar da disparidade dos rivais de Porto Alegre, há equipes de fora da capital que já saíram com o troféu. O último a alcançar tal feito foi o Novo Hamburgo de 2017, mas a cidade homônima é considerada parte da Região Metropolitana de Porto Alegre. Antes, o Caxias venceu em 2000, e o Juventude em 1998, ambas equipes de Caxias do Sul. Há ainda o Bagé, Rio Grande, Riograndense, Grêmio Santanense e Guarany de Bagé.


