Uma operação conjunta realizada na última quarta-feira (11) resultou na apreensão de 36 jabutis na Reserva Extrativista do Riozinho da Liberdade, no interior do Acre. A ação foi conduzida por equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com apoio da Polícia Militar do Acre (PM-AC). Após o resgate, os animais foram devolvidos ao habitat natural.
A operação ocorre em uma área que abrange municípios acreanos como Cruzeiro do Sul, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Tarauacá, além de parte do município de Ipixuna, no Amazonas.
De acordo com a Polícia Militar, a fiscalização ainda estava em andamento e o contato com as equipes no local era limitado devido à falta de sinal de telefonia na região.
Segundo o comandante em exercício da PM em Cruzeiro do Sul, capitão Thalles Campos, a corporação segue apoiando as ações de combate a crimes ambientais na área.
As fiscalizações começaram na segunda-feira (9). Já na terça-feira (10), as equipes chegaram até a Comunidade Passo da Pata, dentro da Reserva Riozinho da Liberdade. Durante as diligências, os agentes receberam informações de que havia um grupo de caçadores atuando na região.
Na madrugada de quarta-feira (11), os policiais foram até o local indicado e encontraram diversos barcos que seriam utilizados pelos suspeitos. Durante a ação, também foram localizados dois cativeiros onde os jabutis estavam mantidos.
Ao todo, sete pessoas foram autuadas por suspeita de envolvimento com a caça ilegal dos animais. O ICMBio e a Polícia Militar lavraram autos de infração e aplicaram multas administrativas contra os suspeitos.
A Reserva Extrativista do Riozinho da Liberdade possui cerca de 325 mil hectares e faz parte de um importante mosaico de áreas protegidas no Vale do Juruá. A região reúne 23 territórios protegidos, entre eles 19 terras indígenas, três reservas extrativistas e o Parque Nacional da Serra do Divisor.
A legislação brasileira prevê punições para crimes ambientais, incluindo a caça ilegal e maus-tratos a animais silvestres. Na esfera administrativa, as sanções são aplicadas com base no Decreto nº 6.514/2008, enquanto na esfera criminal as penalidades estão previstas na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).


