A Polícia Civil do Acre (PCAC) prendeu, na última terça-feira (10), um homem suspeito de aplicar o golpe conhecido como “falso advogado”, uma modalidade de fraude eletrônica realizada principalmente por meio do WhatsApp. A ação contou com apoio da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e ocorreu no município de Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza.
A prisão foi resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos do Acre (DRCC). O suspeito, identificado pelas iniciais J.S.N., é investigado por se passar por advogado para enganar vítimas que tinham processos judiciais em andamento.
Segundo as investigações, o homem entrava em contato com essas pessoas e informava que havia valores a serem liberados ou algum avanço no processo. Para dar continuidade ao suposto procedimento, ele solicitava transferências de dinheiro, alegando que seriam necessárias para custear taxas ou liberar os recursos.
A prisão foi possível após troca de informações entre equipes das polícias civis do Acre e do Ceará, que conseguiram identificar o investigado e realizar a abordagem policial em Maracanaú.

Durante a operação, os agentes apreenderam um notebook, seis celulares e mais de dez chips telefônicos, materiais que serão analisados para auxiliar nas investigações e identificar outras possíveis vítimas ou participantes do esquema.
O suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de estelionato tentado mediante fraude eletrônica, em continuidade delitiva, além de desobediência, conforme previsto no Código Penal.
De acordo com o delegado da DRCC, Eustáquio Nomerg, a prisão reforça a importância da cooperação entre as forças policiais no combate aos crimes digitais.
“Essa ação mostra a eficiência da integração entre as polícias civis de diferentes estados no enfrentamento aos crimes praticados pela internet. O golpe do falso advogado tem feito diversas vítimas em todo o país, e a Polícia Civil do Acre tem intensificado as investigações para identificar e responsabilizar os envolvidos”, destacou.
Após os procedimentos legais, o investigado foi colocado à disposição da Justiça.


