Os quatro presos no caso de um estupro coletivo de uma menor de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio, estão em celas separadas de outros presos na Cadeia José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte da capital fluminense. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), eles estão se alimentando normalmente.
João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Verissimo Zoel Martins ingressaram na unidade prisional na última terça-feira (3). Já Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin foram presos na quarta (4). Os quatro se entregaram à polícia. A Cadeia José Frederico Marques funciona como porta de entrada do sistema penitenciário do estado do Rio de Janeiro.
Quando o preso ingressa no sistema penitenciário passa por um protocolo inicial de triagem e, geralmente, fica separado da população carcerária em um período de isolamento e avaliação.
Os suspeitos ainda não passaram por audiência de custódia, procedimento que deve ocorrer a partir da tarde desta quinta-feira (5).
Segundo a Seap, eles comeram normalmente a comida oferecida pela unidade carcerária: salada de repolho, almôndegas, cenoura cozida, arroz, feijão, fruta e suco.
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Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, acusado de estupro coletivo contra adolescente, chegou na 12ªDP (Copacabana) acompanhado do seu advogado. — Foto: Reprodução
Na quarta, Vitor Hugo Simonin chegou na 12ª DP (Copacabana), por volta das 11h, acompanhado do seu advogado. A delegacia é a responsável pelas investigações. Já Bruno Felipe dos Santos Allegretti se entregou na 54ª DP (Belford Roxo) no início da tarde.
Além dos dois, Mattheus Verissimo Zoel Martins compareceu com sua defesa à 12ª DP na terça. João Gabriel Xavier Bertho se entregou na 10ª DP (Botafogo).
Todos viraram réus pelo crime, com o agravante de a vítima ser menor de idade, e também por cárcere privado.
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Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana — Foto: Reprodução
A 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro. Os promotores destacaram, com base no relatório final da polícia, “a violência empregada e a brutalidade dos atos sexuais praticados contra a vítima”.
Há ainda um menor investigado. Até a última atualização desta reportagem, não havia registro de mandado de apreensão contra ele.
A Polícia Civil investiga as denúncias de pelo menos duas outras jovens contra alguns integrantes do grupo.
O que dizem os citados
Após a prisão, a defesa de João Gabriel se pronunciou com a seguinte nota:
“A defesa de João Gabriel Xavier Bertho informa que, em respeito à decisão judicial, ele se entregou nesta terça-feira (03/03) na 10ª delegacia. João Gabriel e a defesa confiam que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia. Ele não é citado nas novas denúncias que estão sendo investigadas”.
FONTE G1


