7 de julho de 2026

Projeto “Times Square paulistana” avança com exceção à Lei Cidade Limpa

Projeto “Times Square paulistana” avança com exceção à Lei Cidade Limpa
Projeto “Times Square paulistana” avança com exceção à Lei Cidade Limpa

A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) aprovou, na noite de quarta-feira (11/3), um termo de cooperação para a implementação do chamado Boulevard São João, projeto que vem sendo apelidado de “Times Square paulistana”. A proposta prevê a instalação de grandes telões de LED no cruzamento das avenidas São João e Ipiranga, no centro de São Paulo.

A aprovação ocorreu com oito votos favoráveis, todos de representantes de secretarias da prefeitura, enquanto os seis representantes da sociedade civil presentes votaram contra. A gestão do prefeito Ricardo Nunes apoia a iniciativa e, como o poder público ocupa metade das cadeiras da comissão, o resultado já era considerado esperado.

- Publicidade -

Veja as fotosAbrir em tela cheia Projeto da Times Square PaulistanaReprodução Projeto da Times Square PaulistanaReprodução Projeto da Times Square PaulistanaReprodução Ricardo Nunes, prefeito de São PauloReprodução: YouTube/CNN Brasil Ricardo Nunes, prefeito de São PauloReprodução: CNN Brasil

Voltar
Próximo

Leia Também

Notícias
“Arraiá Pet”: Prefeitura de SP tem 288 cães e gatos à espera de novos lares

LeoDiasTV
“Até hoje eu não acredito”; desabafa Datena sobre cadeirada em Pablo Marçal

Esportes
“Coruja, Mamute e Abrahão Linkonl”: Principal torneio de base do país traz nomes inusitados

Cultura
20 anos de Virada Cultural: São Paulo celebra duas décadas de resistência artística

O projeto foi apresentado pela A Fábrica de Bares, empresa responsável pelo Bar Brahma. A proposta prevê a instalação de telões de LED em três das quatro esquinas do famoso cruzamento, preservando a fachada do bar. No caso do Edifício Independência, onde funciona o estabelecimento, projeções seriam feitas em uma empena lateral.

Como a Lei Cidade Limpa não permite esse tipo de painel publicitário, a iniciativa precisou de autorização específica da comissão. A ideia é classificar os telões como “mídia arte”, voltada a conteúdos culturais e de utilidade pública, com participação de até dez marcas como patrocinadoras.

O projeto já havia sido aprovado também pelo Conpresp, responsável por avaliar possíveis impactos em edifícios tombados da região. Como contrapartida, a empresa promete restaurar a fachada da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, a estátua da Mãe Preta e o Relógio de Nichile, além de instalar bancos ao longo da avenida São João. Segundo críticos da iniciativa, o investimento privado estimado para os telões é de cerca de R$ 39 milhões, enquanto as contrapartidas previstas somam aproximadamente R$ 2 milhões.