A crise política no Corinthians Paulista atingiu um novo patamar nas últimas semanas. O embate entre Osmar Stábile e Romeu Tuma Júnior, antes restrito aos bastidores, ganhou contornos formais, com decisões contestadas, acusações públicas e risco de judicialização.
ASSISTA O ATUALIZA JÁ ESPORTE DE HOJE (26/03)
O rompimento consolida um desgaste progressivo entre os dois dirigentes, que estiveram alinhados no processo que levou à saída de Augusto Melo da presidência. A convergência política, no entanto, não se sustentou após a mudança de poder.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Osmar Stabile – CorinthiansReprodução/YouTube: Corinthians Augusto Melo e Romeu Tuma JrMontagem/Reprodução Augusto Melo e Romeu Tuma Jr Romeu Tuma JuniorRomeu Tuma Junior / Crédito: Meu Timão Neo Química Arena, casa do CorinthiansEvander Portilho/Corinthians
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O ponto de inflexão ocorreu em meio a divergências sobre condução administrativa e influência nas decisões do clube. O ambiente interno passou a registrar episódios frequentes de tensão, com troca de acusações e questionamentos sobre legitimidade de atos.
A crise se agravou durante reunião do Conselho Deliberativo, marcada por confronto verbal entre conselheiros e interrupção dos trabalhos. O episódio ampliou a instabilidade e reforçou o cenário de fragmentação política.
Na sequência, Stábile articulou o afastamento provisório de Tuma Júnior do comando do Conselho. A medida foi aprovada em reunião, mas enfrenta resistência. Tuma não reconhece a decisão e sustenta que só deixará o cargo mediante determinação judicial, o que abre caminho para disputa na Justiça.
Há ainda divergência sobre os motivos do afastamento. Integrantes da atual gestão mencionam episódios considerados graves nos bastidores, incluindo relatos de ameaça, enquanto aliados de Tuma classificam a iniciativa como movimento político sem respaldo estatutário.
O impasse já produz efeitos diretos na rotina administrativa. A votação da reforma do estatuto, considerada central para o futuro do clube, segue paralisada. O texto prevê mudanças estruturais relevantes, incluindo ajustes no modelo de governança.
Nos bastidores, a avaliação predominante é de que o conflito ultrapassou o campo político e assumiu caráter institucional. Com duas frentes em disputa e ausência de mediação efetiva, o Corinthians entra em um período de incerteza, com impacto direto na capacidade de tomada de decisão.
A crise permanece aberta. E, no cenário atual, não há sinal de convergência no curto prazo.


