Na reta final de “Êta Mundo Melhor!”, a queda de uma vilã começa justamente pelo homem que sempre esteve ao seu lado. Ernesto (Eriberto Leão), até então cúmplice fiel de Sandra (Flávia Alessandra) nas armações mais sórdidas da trama, decidirá mudar de rota na última semana da novela das seis da Globo.
Preso pela tentativa de homicídio contra Estela (Larissa Manoela), o vilão anunciará à amante que está disposto a confessar tudo; inclusive revelar publicamente que a falsa baronesa está viva. Sandra, acuada, reagirá como sabe: matando o amado.
Leia Também
Carla Bittencourt
Dita grava primeiro disco e vive consagração antes do desfecho em “Êta Mundo Melhor!”
Carla Bittencourt
Vera Fischer volta às novelas e provoca Cunegundes nos capítulos finais de “Êta Mundo Melhor!”
Carla Bittencourt
Sandra envenena maçã para matar Policarpo em “Êta Mundo Melhor!”
Carla Bittencourt
Dita renasce nos palcos com show arrebatador em “Êta Mundo Melhor!”
Sem hesitar, ela envenenará o próprio parceiro. Ernesto desmaiará diante dela, já sob efeito do veneno, enquanto Sandra, fria e calculista, pedirá perdão ao cúmplice, acreditando ter eliminado de vez a única pessoa capaz de destruí-la. Confiante, ela ainda dividirá com Olga (Maria Carol Rebello) a sensação de dever cumprido; certa de que a maior ameaça ao seu império de mentiras foi neutralizada.
Mas a víbora subestima algo essencial: o peso da culpa e o desejo de redenção. À beira da morte, debilitado, Ernesto encontrará forças para pedir ajuda ao delegado. O socorro virá a tempo. Ele será levado às pressas ao hospital por Túlio (Cadu Libonati) e pela própria Estela, a vítima que marcou o início de sua virada.
Ao despertar, a decisão estará tomada: ele cumprirá a promessa de confessar todas as falcatruas da dupla. O desespero tomará conta de Sandra quando descobrir que Ernesto sobreviveu e está disposto a entregá-la à Justiça.
O ex-amante se transformará na peça-chave para desmontar, de uma vez por todas, o reinado da falsa baronesa. A virada radical de lado fecha o ciclo de um personagem que começou como cúmplice do mal e termina como instrumento da própria queda da vilã.
No fim, o que Sandra não conseguiu prever foi que traições constroem impérios frágeis. E que, em novela, a redenção pode ser mais poderosa do que qualquer veneno.



