Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e abuso sexual e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima desse tipo de violência ou conheça alguém que passe ou já tenha passado por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro anunciou durante a tarde desta terça-feira (3/3) a exoneração de José Carlos Simonin, subsecretário de Governança, Compliance e Gestão. O agente administrativo é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos quatro réus acusados por estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos.
Dois dos quatro suspeitos maiores de idade, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, se entregaram na manhã desta terça-feira na delegacia, no entanto, o filho de José Carlos permanece foragido. Segundo o delegado, ele e Bruno Felipe dos Santos Allegretti devem se entregar até quarta-feira (4/3).
Veja as fotosAbrir em tela cheia Reprodução Momentos registrados pela câmera de segurançaReprodução Polícia do RJ procura por 4 jovens suspeitos de estupro coletivo contra adolescente de 17 anos Acusado de estupro coletivo na delegaciaReprodução / Globo Polícia do RJ procura por 4 jovens suspeitos de estupro coletivo contra adolescente de 17 anos
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Segundo a nota da secretaria, a media foi tomada para resguardar a condução dos fatos: “A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos informa que o subsecretário José Carlos Simonin será exonerado nesta terça-feira, 3 de março. A medida foi adotada no âmbito administrativo, visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados. As investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes. A Pasta reafirma seu compromisso com a dignidade humana e a preservação da vida”.
O subsecretário é advogado e integrava o Conselho Gestor do Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais, participava do Conselho Gestor do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social, ocupava a vice-presidência do Conselho Estadual de Assistência Social e participou da elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social.
Nas redes sociais, a secretária da pasta, Rosangela Gomes, afirmou ter tomado consciência dos fatos com profunda indignação e tristeza: “Minha trajetória de vida e minha gestão são pautadas, acima de tudo, pela defesa intransigente dos direitos das mulheres e pelo combate a todo tipo de violência. Jamais compactuaria com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de nossas jovens”, escreveu.
Entenda o caso:
O crime ocorreu no dia 31 de janeiro, e imagens do circuito interno de segurança mostram a entrada e a saída dos suspeitos do apartamento, próximo ao horário da ação. Mensagens por aplicativo anexadas ao inquérito também revelaram a conversa entre a adolescente e o ex-namorado, em que ele a convida para ir até o apartamento e afirma que ela poderia levar uma amiga, mas a jovem afirma que não teria quem levar. O adolescente diz, então, que não haveria problema em ela ir sozinha. Logo após, eles combinam o encontro e o horário de chegada.
O delegado titular da unidade, Ângelo Lages, informou que o caso está sendo tratado como uma “emboscada planejada”. “Foi uma emboscada planejada, em que a vítima foi enganada por meio de um convite simulado feito por um dos agressores, que já havia se relacionado com ela e estuda no mesmo colégio. A partir dessa relação de confiança, ela foi até o imóvel para se encontrar com ele. No entanto, o quarto foi invadido por outros quatro adultos, que praticaram violência sexual, agressões físicas e violência psicológica”, afirmou.
Segundo o laudo do exame de corpo de delito, foram apontados infiltrado hemorrágico e escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal, além de três grupos de equimoses nas regiões dorsal e glútea.
Em nota, a defesa de um dos envolvidos nega o crime: “A defesa de João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feito anteriormente. Há nos autos do processo mensagens de texto trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu. A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido a oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Contesta ainda que a imagem da jovem, ao fim do encontro, despedindo-se do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação”.


