Em comunicado divulgado na noite desta quinta-feira (13) pelo United States Trade Representative (Escritório do Representante Comercial dos EUA), USTR na sigla em inglês, o governo Donald Trump incluiu o Brasil em uma lista de 60 países que são acusados de “trabalho forçado” que importam produtos para o país – veja a lista ao final da reportagem. Na rede X, Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nova taxação ao país
“Apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, os governos não conseguiram impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada em seus mercados de produtos fabricados com trabalho forçado. Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”, disse o embaixador junto ao USTR, Jamieson Greer.
“Essas investigações determinarão se os governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a exportação de produtos fabricados com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis impacta os trabalhadores e as empresas americanas”, emendou.
Flávio quer nova taxação
Rumo aos EUA, onde participa da convenção da CPAC, think thank de ultradireita, junto com uma comitiva de mais de 10 parlamentares bolsonaristas, Flávio Bolsonaro (PL) defendeu taxar o Brasil nas redes sociais após Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltar atrás e negar aval a Darren Beattie, assessor de Trump sobre o Brasil, ao pai, Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha.
“Alexandre de Moraes, mais uma vez, arrumado confusão com os EUA por NADA! Depois taxam o Brasil e vão querer colocar na nossa conta”, escreveu na rede X, torcendo por um novo tarifaço após Trump taxar o Brasil em razão das mentiras propagadas por Eduardo nos EUA.
“Moraes é tóxico, afundou a imagem do Judiciário e agora está criando um problema MASTER para o Brasil. Qual é o problema de o sujeito visitar meu pai? A não ser que haja algo a esconder”, emendou o senador.
Veja a lista dos países que entraram na mira do USTR por “trabalho forçado”
1. Algeria
2. Angola
3. Argentina
4. Australia
5. The Bahamas
6. Bahrain
7. Bangladesh
8. Brazil
9. Cambodia
10. Canada
11. Chile
12. China, People’s Republic of
13. Colombia
14. Costa Rica
15. Dominican Republic
16. Ecuador
17. Egypt
18. El Salvador
19. European Union
20. Guatemala
21. Guyana
22. Honduras
23. Hong Kong, China
24. India
25. Indonesia
26. Iraq
27. Israel
28. Japan
29. Jordan
30. Kazakhstan
31. Kuwait
32. Libya
33. Malaysia
34. Mexico
35. Morocco
36. New Zealand
37. Nicaragua
38. Nigeria
39. Norway
40. Oman
41. Pakistan
42. Peru
43. Philippines
44. Qatar
45. Russia
46. Saudi Arabia
47. Singapore
48. South Africa
49. South Korea
50. Sri Lanka
51. Switzerland
52. Taiwan
53. Thailand
54. Trinidad and Tobago
55. Türkiye
56. United Arab Emirates
57. United Kingdom
58. Uruguay
59. Venezuela
60. Vietnam


