A Câmara Municipal de Niterói aprovou, por 8 votos a 6, o título de cidadã niteroiense para a cantora Ludmilla. A proposta foi articulada e defendida pela vereadora Benny Briolly (PSOL/RJ), que acabou sendo alvo de ataques verbais e quase físicos durante a sessão, como informado pela assessoria de imprensa da parlamentar.
A votação ocorre semanas após parlamentares do Partido Liberal (PL) denunciarem o show de Réveillon da artista em Niterói, sob acusação de suposta apologia às drogas e ao tráfico — alegações já rebatidas publicamente por Benny, que saiu em defesa da cantora e da cultura periférica —.
Veja as fotosAbrir em tela cheia A vereadora de Niterói Benny BriollyDivulgação Vereadora Fernanda LoubackFoto: Rafael Timileyi Lopes Ludmilla encerrou o projeto Numanice #3 com shows no Rio de JaneiroReprodução: Instagram/@ludmilla Câmara Municipal de NiteróiDivulgação: Prefeitura de Niterói Ludmilla e Brunna GonçalvesReprodução: Instagram
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Durante o debate em plenário, o clima ficou tenso. A vereadora Fernanda Louback (PL/RJ) voltou a criticar a homenagem e chegou a afirmar que, no Brasil de hoje, “parece que é crime ser branco”. A declaração acirrou os ânimos e provocou reação imediata de outros parlamentares.
Ao defender o título, Benny destacou, em suas palavras que, Ludmilla, mulher preta e de origem periférica, é hoje um dos maiores nomes da música brasileira e internacional, e que sua trajetória rompe barreiras históricas. Para a parlamentar, a estética e a potência artística da cantora têm papel revolucionário ao permitir que outras mulheres negras e LGBT’s se reconheçam a partir de uma beleza preta, empoderada e nascida nos guetos.
De acordo com a vereadora, apesar das tentativas de obstrução e do ambiente hostil, o título foi aprovado, consolidando a homenagem à artista e ampliando o debate sobre cultura, representatividade e racismo no espaço institucional.


