ALERTA DE GATILHO: O texto a seguir aborda temas sensíveis relacionados à saúde mental (como suicídio e depressão). Se você está passando por um momento difícil, saiba que não está sozinho. Você pode buscar ajuda gratuita e sigilosa no CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo telefone 188 ou no site www.cvv.org.br.
O cantor Zé Neto, da dupla com Cristiano, voltou a falar publicamente sobre o quadro de depressão que enfrentou. O sertanejo, que chegou a pausar a carreira duas vezes para cuidar da saúde mental, afirmou que chegou a tentar contra a própria vida. De acordo com ele, a condição de saúde foi agravada foi agravada pelo consumo excessivo de álcool e o uso de cigarro eletrônico.
Em entrevista ao Extra, o sertanejo contou que, inicialmente, menosprezada a gravidade da doença: “Eu achava que depressão era frescura, desculpa que a pessoa dava quando não queria fazer algo, e até falta de Deus. Isso até sentir na minha pele. Porque não aparece em exames. Você sofre, quem está em volta sofre também”, iniciou.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Zé Neto, dupla de CristianoReprodução/Instagram: @zenetoecristiano Cristiano, dupla de Zé NetoReprodução/Instagram: @zenetoecristiano Zé Neto e CristianoReprodução/Instagram: @zenetoecristiano Zé Neto e CristianoReprodução/Instagram: @zenetoecristiano Zé Neto e CristianoFoto: Danilo Guimarães
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“É triste o que vou dizer, mas quase tirei minha própria vida”, desabafou Zé Neto, que seguiu relembrando o período: “Eu estava vivendo no automático, num ciclo vicioso. Quando tudo estava escuro, uma luz no fim do túnel acendeu. Só lá no fundo do poço que olhei para cima e vi quem me ergueu. Foram vocês e Deus”.
O sertanejo considera que a rotina profissional intensa foi uma das intensificadoras do problema. A dupla chegou a fazer 35 shows em um mês: “Era uma loucura para o organismo acordar no Pará, dormir no Rio Grande do Sul, voltar para a Bahia, descer em Minas. O trabalho em excesso começou a acarretar problemas. Estava cansado, queria descontar em algo, passei a abusar de remédios para dormir”.
“Comecei a desenvolver vício em cigarro eletrônico… Esse aí acabou comigo, se eu tivesse que citar um culpado. Porque eu sou muito exigente para cantar bem, 100% afinado, mas o cigarro acabou com a minha voz. Não conseguia cantar como queria, descontava no álcool. Já que ia subir ao palco para “passar vergonha”, queria me anestesiar. No dia seguinte, não lembrava de nada, por conta da bebida, e ficava deprimido quando via o que eu fazia. Isso foi virando um ciclo”, lamentou Zé.
À época, os dois amigos conversaram e optaram por dar uma pausa na carreira para Zé buscar tratamento profissional. “Nosso combinado sempre foi que a carreira não poderia atrapalhar a relação de Zé e Irineu (nome de batismo de Cristiano)”, contou Cristiano. Atualmente, a dupla limita o número de apresentações no mês, no máximo 15.


