O Acre registrou uma queda expressiva nos casos prováveis de dengue no primeiro trimestre de 2026. Dados do Ministério da Saúde apontam redução de 81% em relação ao mesmo período do ano passado, com 1.136 ocorrências entre janeiro e março, contra 6.005 em 2025.
Os chamados casos prováveis são utilizados para monitoramento da doença com base em sintomas e histórico epidemiológico, mesmo sem confirmação laboratorial.
Até o fim da semana epidemiológica 13, encerrada no último sábado (4), o estado não contabilizou mortes pela doença. Entre os municípios com maior número de registros estão Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Xapuri.
O levantamento também mostra que os homens representam 53% dos casos, enquanto as mulheres somam 47%. A faixa etária mais afetada é a de 20 a 29 anos, com 108 ocorrências entre o público masculino e 117 entre o feminino.
Apesar da redução no acumulado, março concentrou o maior número de casos em 2026, com 415 registros prováveis. Ainda assim, o volume representa uma queda de 70% na comparação com o mesmo mês de 2025, quando houve 1.387 notificações.
No ano passado, o Acre encerrou o período com mais de 7 mil casos e cinco mortes por dengue. À época, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) informou um aumento de 50% nos registros, ultrapassando 7,5 mil infecções confirmadas.
Mesmo com o cenário de queda, autoridades alertam para o período do inverno amazônico, que segue até maio. Nessa época, cresce o risco de outras doenças, como leptospirose e arboviroses — entre elas zika e chikungunya — que apresentam sintomas semelhantes aos da dengue.
A doença costuma começar com febre alta, geralmente acima de 38°C, surgindo entre dois e dez dias após a picada do mosquito. Outros sinais incluem dor de cabeça, cansaço, dores musculares e nas articulações, além de desconforto atrás dos olhos e manchas na pele, com ou sem coceira. Náuseas, vômitos e diarreia também podem ocorrer.
Para prevenir a dengue, é fundamental evitar o acúmulo de água parada. Recipientes como caixas d’água, piscinas descobertas, garrafas e vasos de plantas podem se tornar criadouros do mosquito. A recomendação é manter esses locais protegidos, trocar a água regularmente e higienizar as superfícies para eliminar possíveis ovos.
Com informações do G1 Acre.


