A Justiça do Acre aceitou a denúncia contra três suspeitos de envolvimento na morte do professor de dança Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como Reggis. O corpo da vítima foi encontrado em uma cova rasa em outubro de 2025, no município de Epitaciolândia.
O principal acusado, Victor Oliveira da Silva, vai responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furtos do carro e do celular da vítima. Ele confessou o crime e relatou à polícia que matou o professor após uma discussão, além de ter passado a noite com o corpo antes de enterrá-lo.
Também foram denunciados Marijane Maffi e Limbson Santiago Pereira. Marijane é investigada por ocultação de cadáver e furto do veículo, enquanto Limbson responde por ocultação de cadáver e furto do celular.

Com a decisão, Victor segue preso preventivamente. Já Marijane permanece internada em uma clínica de reabilitação em Rondônia, sob medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica. Limbson é o único dos denunciados que não chegou a ser preso.
A irmã da vítima, Regilaine Silva Corrêa, afirmou que a família ainda vive o luto diariamente e cobra punição para os responsáveis.
Segundo ela, a dor é constante, principalmente ao ver o sofrimento dos pais idosos. “O que queremos é que a justiça seja feita”, declarou, destacando a preocupação de que os acusados possam voltar a cometer crimes no futuro.
Relembre o caso
Reggis desapareceu no fim de setembro de 2025 após informar que sairia para fazer uma entrega. Dias depois, o corpo foi localizado enterrado em um terreno na cidade.
As investigações levaram aos suspeitos após a polícia encontrar um notebook da vítima e identificar conversas com Victor. O acusado acabou confessando o crime e indicou o local onde havia escondido o corpo.
O professor, de 44 anos, era conhecido na região por atuar como coreógrafo e dar aulas de dança, além de trabalhar como agente territorial do Sebrae. Ele deixou uma filha de seis anos.
Com o recebimento da denúncia, o processo entra na fase de instrução, quando serão ouvidas testemunhas e analisadas as provas. Ao final, a Justiça decidirá se os réus irão a júri popular.