YacoNews

Acusados pela morte de professor encontrado em cova rasa no Acre passam a responder na Justiça

Victor Oliveira da Silva e Marijane Maffi foram presos por envolvimento no crime. Ele segue na cadeia, enquanto ela foi internada em uma clínica de reabilitação em Rondônia — Foto: Alexandre Lima

A Justiça do Acre aceitou a denúncia contra três suspeitos de envolvimento na morte do professor de dança Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como Reggis. O corpo da vítima foi encontrado em uma cova rasa em outubro de 2025, no município de Epitaciolândia.

O principal acusado, Victor Oliveira da Silva, vai responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furtos do carro e do celular da vítima. Ele confessou o crime e relatou à polícia que matou o professor após uma discussão, além de ter passado a noite com o corpo antes de enterrá-lo.

Também foram denunciados Marijane Maffi e Limbson Santiago Pereira. Marijane é investigada por ocultação de cadáver e furto do veículo, enquanto Limbson responde por ocultação de cadáver e furto do celular.

Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, monitorado da Justiça, confessou ter assassinado e enterrado professor Reginaldo Silva Correa — Foto: Reprodução

Com a decisão, Victor segue preso preventivamente. Já Marijane permanece internada em uma clínica de reabilitação em Rondônia, sob medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica. Limbson é o único dos denunciados que não chegou a ser preso.

A irmã da vítima, Regilaine Silva Corrêa, afirmou que a família ainda vive o luto diariamente e cobra punição para os responsáveis.

Segundo ela, a dor é constante, principalmente ao ver o sofrimento dos pais idosos. “O que queremos é que a justiça seja feita”, declarou, destacando a preocupação de que os acusados possam voltar a cometer crimes no futuro.

Relembre o caso

Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como Reggis — Foto: Reprodução

Reggis desapareceu no fim de setembro de 2025 após informar que sairia para fazer uma entrega. Dias depois, o corpo foi localizado enterrado em um terreno na cidade.

As investigações levaram aos suspeitos após a polícia encontrar um notebook da vítima e identificar conversas com Victor. O acusado acabou confessando o crime e indicou o local onde havia escondido o corpo.

O professor, de 44 anos, era conhecido na região por atuar como coreógrafo e dar aulas de dança, além de trabalhar como agente territorial do Sebrae. Ele deixou uma filha de seis anos.

Com o recebimento da denúncia, o processo entra na fase de instrução, quando serão ouvidas testemunhas e analisadas as provas. Ao final, a Justiça decidirá se os réus irão a júri popular.

 Informações via g1 Acre.
Sair da versão mobile