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Após viagem por rio e mata, equipe leva identidade a família isolada no Acre

Por Cris Menezes 24/04/2026 14:10
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Em uma demonstração de compromisso com a inclusão social e o alcance das políticas públicas, o governo do Estado do Acre, por meio do Instituto de Identificação da Polícia Civil, realizou uma operação especial no último dia 22 de abril. O objetivo foi levar a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) a dois moradores da zona rural de Manoel Urbano que enfrentavam barreiras físicas e burocráticas consideradas intransponíveis.

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A ação foi motivada por um pedido de extrema urgência da Secretaria Municipal de Assistência Social. O cidadão Weslen Regis Cavalcante, que possui deficiência, e sua responsável legal, Gessiana Saldanha Regis, residem no Seringal Arez, uma área de difícil acesso que impede o deslocamento rotineiro até a delegacia local.

Para viabilizar o atendimento, uma equipe especializada partiu de Rio Branco rumo a Manoel Urbano pela BR-364. Ao chegar ao município, os profissionais encararam cerca de 40 minutos de navegação pelo Rio Purus, seguidos de uma caminhada de aproximadamente um quilômetro em mata fechada. Sob o rigor do período chuvoso, os servidores enfrentaram terrenos lamacentos e densa vegetação para chegar à residência da família.

40 minutos de barco pelo Rio Purus + 1km de caminhada em mata fechada e muita lama. Foto: cedida

O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, destacou que a distância e o clima não podem ser obstáculos para o Estado. “A Polícia Civil cumpre seu papel social ao entender que a segurança pública também se faz com cidadania. Levar a identificação até quem não pode vir até ao Estado é garantir que nenhum acreano seja invisível, especialmente em situações de vulnerabilidade como esta”, afirmou Buzolin.

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A emissão da CIN no local garante que Weslen e Gessiana regularizem sua situação perante os órgãos federais, permitindo o restabelecimento imediato dos benefícios assistenciais. O diretor do Instituto de Identificação, Júnior César da Silva, reforçou a importância técnica e humanitária da mobilização.

“Nosso trabalho vai muito além de coletar dados e emitir um cartão. Trata-se de abrir portas para direitos fundamentais. A equipe não mediu esforços para realizar esse atendimento emergencial no Seringal Arez, pois sabemos que, para esses cidadãos, o documento é o único caminho para recuperar o sustento da família”, pontuou o diretor.

A operação reforça o caráter itinerante e humanizado que o Instituto de Identificação tem adotado, com foco nas comunidades ribeirinhas e rurais, onde a presença do Estado é, muitas vezes, a única via de acesso à regularização jurídica e social.

Via Secom

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