Cheia do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul atinge 13,75 metros
A situação voltou a se agravar na região do Juruá. Na manhã desta terça-feira, 28, o nível do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul atingiu a marca de 13,75 metros, forçando o início da retirada de famílias de suas residências. Esta é a quinta vez que o manancial transborda em apenas quatro meses, consolidando um cenário de crise humanitária que já afeta mais de 23.700 pessoas no município.
De acordo com a Defesa Civil Municipal, a elevação rápida das águas atingiu diretamente 5.936 famílias em 11 bairros, 15 comunidades rurais e quatro vilas.
Famílias em abrigos e bairros atingidos
Até o momento, uma família já foi encaminhada para o abrigo oficial montado na Escola Padre Arnold, enquanto outras duas buscaram refúgio em casas de parentes. A prefeitura já disponibilizou outras unidades escolares para acolher novos desabrigados:
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Escola Corazita Negreiros (Bairro Telégrafo)
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Escola Thaumaturgo Azevedo (Bairro do Alumínio)
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Escola Marcelino Champagnat (Bairro João Alves)
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Escola Cívico-Militar Madre Adelgundes Becker (Bairro Miritizal)
No bairro Miritizal, as equipes monitoram de perto famílias indígenas; estima-se que mais de 100 pessoas dessa comunidade possam precisar de remoção nas próximas horas.
Riscos e cortes de energia
Como medida de segurança, o fornecimento de energia elétrica foi interrompido em pelo menos 17 residências para evitar curtos-circuitos e acidentes fatais. O Corpo de Bombeiros também alerta para o perigo de animais peçonhentos, como cobras e escorpiões, que buscam abrigo em locais secos dentro das casas, além do risco elevado de afogamento de crianças em áreas inundadas.
Emergência Regional
O impacto da cheia se estende a municípios vizinhos. Em Marechal Thaumaturgo, a prefeitura decretou situação de emergência após 400 casas serem danificadas. Já em Porto Walter, o rio marcou 11,28 metros hoje, operando 58 centímetros acima da cota de transbordo.
O Governo do Acre mantém o decreto de emergência estadual vigente, abrangendo Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Feijó e outras três cidades castigadas pelas inundações recorrentes neste ano.
Com informações do G1 Acre.