O nível do Rio Acre segue em queda na capital acreana e marcou 12,68 metros ao meio-dia desta sexta-feira (3). Segundo a Defesa Civil Municipal, nenhuma família precisou ser retirada desde que o manancial ultrapassou a cota de transbordo na última segunda-feira (30), o que levou à desmobilização dos abrigos montados na cidade.
Esta foi a terceira vez em 2025 que o rio transbordou. Ainda na terça-feira (31), o nível recuou rapidamente e saiu da cota de transbordo em menos de 24 horas, após atingir 13,90 metros à meia-noite.
Durante o período de cheia, quatro escolas municipais — Anice Dib Jatene, Álvaro Rocha, Maria Lucia Marin e Maria Lúcia (educação infantil) — foram preparadas para receber desabrigados. Já o espaço instalado no Parque de Exposições Wildy Viana havia sido desativado anteriormente, no dia 26 de março.
“Fizemos novos abrigos e escolhemos quatro escolas e um complexo esportivo ao lado do Ginásio Coberto, onde a iríamos fazer a mesma preparação de divisórias, de abrigo, dentro do ginásio, local fechado, aconchegante, tudo direitinho”, explicou o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão.
De acordo com Falcão, a tendência é de continuidade da vazante na maior parte da bacia hidrográfica. Apenas regiões como Rio Espalha, Riozinho do Rola e Porto Acre ainda apresentam comportamento diferente. “Mas, as outras locais estão totalmente em vazante e, como a expectativa é que agora em diante diminua significativamente a questão de chuvas, então, não temos mais a expectativa que o rio chegue a uma marca de uma cota de alerta ou de transbordamento”, destacou.
O Rio Acre deixou a cota de alerta na quinta-feira (2), após permanecer quatro dias acima desse nível em Rio Branco. Antes disso, a última ocorrência semelhante havia sido registrada em 29 de janeiro, quando o rio atingiu 13,64 metros.
Na segunda-feira (30), o nível continuou subindo ao longo do dia e chegou a 14,01 metros às 18h, ultrapassando a cota de transbordo, estabelecida em 14 metros.
As cotas definidas pela Defesa Civil para o monitoramento do Rio Acre na capital são:
• Atenção: 10 metros
• Alerta: 13,50 metros
• Transbordamento: 14 metros
Histórico de cheias
O primeiro transbordamento recente ocorreu em 27 de dezembro, quando o nível chegou a 14,03 metros. O segundo foi registrado em 16 de janeiro, com 14,06 metros às 18h, seguido por um novo episódio em 29 de janeiro, também às 18h.
Após oito dias consecutivos acima da cota de transbordo em janeiro, o rio começou a baixar no dia 24, ao marcar 13,98 metros na medição das 5h. No entanto, poucos dias depois, voltou a subir, impulsionado pelas chuvas nas cabeceiras, provocando uma nova cheia.
Já no início de fevereiro, o manancial voltou a apresentar queda após atingir seu pico de 15,44 metros no dia 2, afetando mais de 12 mil pessoas direta e indiretamente em Rio Branco.
O nível voltou à faixa dos 10 metros no dia 7 de fevereiro, quando registrou 10,93 metros às 15h, mantendo tendência de queda. Dois dias depois, em 9 de fevereiro, as famílias abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana começaram a retornar para suas casas. Ao todo, 39 famílias — somando 115 pessoas e 26 animais — estavam no local.
A capital encerrou fevereiro com volume de chuvas abaixo da média histórica. Foram registrados 114,4 milímetros no mês, o equivalente a 38,1% do esperado, que era de 300,1 mm, conforme dados da Defesa Civil Municipal.
Com informações do G1 Acre.


