O deputado estadual suplente por São Paulo e presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, Agripino Magalhães Júnior, afirmou ao portal LeoDias que irá ajuizar uma denúncia junto ao Ministério Público de São Paulo contra a atriz Cássia Kis. A decisão veio após a divulgação de um vídeo, no sábado (25/4), em que a artista aparece sendo acusada de cometer ataques contra uma mulher trans.
Segundo Agripino, do ponto de vista jurídico, a conduta pode configurar crime de racismo por motivação LGBTQIAPN+fóbica, nos termos da Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo), conforme entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal em 2019. A tipificação abrange ofensas à dignidade ou ao decoro praticadas com base em orientação sexual ou identidade de gênero, especialmente quando difundidas por meios de comunicação de massa.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Cássia Kis é acusada de impedir mulher trans de usar banheiro femininoCréditos: Reprodução Instagram @robrobertaa Cássia KisCrédito: Reprodução Cássia KisCrédito: Reprodução Cássia Kis é acusada de impedir mulher trans de usar banheiro femininoCrédito: Reprodução Instagram @robrobertaa
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Para o ativista, a responsabilização é necessária para coibir a normalização do discurso de ódio. “Não é aceitável relativizar práticas que reforçam a LGBTQIAPN+fobia… O preconceito. Todo preconceito é violência. A Justiça precisa atuar para que nossas vidas não sejam tratadas como objeto de escárnio”, afirmou.
Entenda o caso
Cássia Kis foi acusada de cometer transfobia contra uma mulher na última sexta-feira (24/5). O caso aconteceu dentro de um banheiro feminino no Barra Shopping, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, e ganhou repercussão após a vítima expor a situação nas redes sociais no dia seguinte.
A vítima, Roberta Santana, que trabalha no estabelecimento, gravou o momento da confusão e relatou o episódio: “A atriz Cássia Kis está sendo transfóbica comigo. Está dizendo que eu não posso estar aqui. Eu tenho documento e, mesmo se não tivesse, eu sou uma mulher trans”, afirmou, no vídeo.
A ex-contratada da Globo já é ré em um processo movido por Agripino em 2022, após declaração dada durante entrevista à jornalista Leda Nagle. Na ocasião, a veterana da TV declarou que “homem com homem não dá filho, nem mulher com mulher”, e foi denunciada por homofobia. O processo tramita em segredo de Justiça e a atriz pode pagar até R$ 250 mil de multa.
Ainda na época, o Ministério Público do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) aceitou a denúncia feita pela Antra (Articulação Nacional dos Transgêneros) e pelo ator José de Abreu. O processo criminal, no entanto, foi arquivado em 2025 e segue na esfera cível.
A atriz Cássia Kis foi procurada pela reportagem do portal LeoDias, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.


