A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) segue com investimentos nas escolas indígenas do Acre. Mais de R$ 900 mil foram investidos na construção de três escolas localizadas na terra indígena Riozinho do Iaco, contemplando as etnias Manchineri e Jaminawa.
As escolas indígenas construídas são a Homha, a Ushe, da etnia Jaminawa, e a Tkatshi, localizada na aldeia Vida na Floresta, da etnia Machineri na terra indígena Riozinho do Iaco.
- Publicidade -
As escolas possuem uma sala de aula, cozinha, refeitório, banheiros, sendo construídas em madeira com piso em concreto para possibilitar melhor mobilidade à comunidade escolar. Somente na escola Tkatshi, 27 alunos serão contemplados com a ação do governo do Estado.
Para tornar a construção das escolas realidade, foi preciso enfrentar horas de barco para levar os materiais necessários. Entretanto, o governo manteve a determinação em levar cidadania e fortalecer a identidade dos povos originários, assegurando benefícios aos locais mais distantes do Estado.
Seu Humberto Paulo Emídio Manchineri é morador da aldeia Vida na Floresta. Ele faz questão de agradecer ao governo do Estado pelas ações realizadas na comunidade. “Há anos que a gente vinha cobrando uma escola, porque os professores davam aula dentro de casa”, disse.
Ele destaca que ainda é necessário algumas melhorias, como a instalação de energia, que irá possibilitar a instalação de internet na aldeia. “Mas já é um avanço para a nossa comunidade, pois essa escola é a primeira construção que recebemos do governo do Estado”, enfatiza.
Somente na aldeia Vida na Floresta, 27 alunos serão contemplados com as ações do governo do Estado. Foto: Departamento de Manutenção/Divulgação
“De qualquer forma, só temos a agradecer ao governo do Estado e à equipe da Secretaria de Educação, pois a construção dessa escola contempla a nossa necessidade, a necessidade dos alunos, que agora terão um espaço digno para ter as aulas”, afirmou.
Para a construção, manutenção e revitalização de infraestrutura de escolas indígenas, o governo do Estado, por meio da SEE, já destinou R$ 8,5 milhões somente este ano. “Manter uma escola aberta no interior da floresta vai muito além da matemática financeira, e, onde houver um estudante, nossa missão é fazer a educação chegar”, disse o secretário Reginaldo Prates.