A Feira do Peixe e Agricultura Familiar já movimenta Rio Branco durante a Semana Santa, reunindo produtores e atraindo consumidores em busca de pescado fresco. A expectativa da Secretaria Municipal de Agropecuária (Seagro) é que 146 toneladas sejam vendidas até a Sexta-feira Santa, superando o volume registrado em 2025, quando foram comercializadas 132 toneladas e arrecadados R$ 2 milhões.
Iniciada na última quarta-feira (1º), a feira conta com a participação de mais de 30 produtores, distribuídos em seis pontos de venda pela cidade. Segundo a Associação dos Piscicultores e Produtores do Panorama, 38 criadores integram a iniciativa, somando 84 tanques de produção para atender à alta demanda típica do período religioso.
A tradição da Semana Santa, de origem católica, impulsiona o consumo de peixes, especialmente entre fiéis que evitam carne vermelha. Para atender a esse público, produtores investiram ao longo de meses na criação e diversificação das espécies ofertadas.
A produtora rural Ducilene Monteiro destaca o preparo antecipado e a variedade disponível. “Para nós é muito proveitoso e temos variedades como o pintado, o peixe de couro, a matrinchã, a curimatã, o piau, a tilápia, o tambaqui, a pirapitinga, temos variedades e eu quero chamar a população para vir prestigiar a nossa feira, para estar aqui junto com a gente, nos ajudando a vender o nosso produto, a valorizar o produto acreano”, afirmou.
Ela também ressaltou a qualidade do pescado e a proximidade entre produção e venda. “Aqui é o produto diretamente do produtor para o consumidor e todos os anos vendemos aqui na feira. Eu iniciei vendendo no Ceasa e agora, graças a Deus, abriram as feiras de bairro e ficamos mais próximo da nossa chácara, onde criamos o peixe. Então, é bem melhor vender próximo de onde criamos, que o peixe chega fresquinho, não é um peixe congelado, é um peixe fresco”, destacou.
A meta da produtora é ampliar os resultados obtidos no ano anterior. “O ano passado foi muito bom, mas eu gostaria de superar o do ano passado, porque esse ano eu tenho mais variedade de peixe”, complementou.
Neste ano, os consumidores podem encontrar pescado em seis locais da capital: Ceasa, no bairro Sobral; Mercado Francisco Assis Marinheiro, na Estação Experimental; Mercado Elias Mansour, no Centro; Feirinha do Conjunto Universitário I; Mercado Alfredo Cruz do Nascimento, no Rui Lino; e na Feira do bairro Panorama, no Terminal do bairro São Francisco.
Além de fortalecer a economia local, a feira garante renda extra a piscicultores e agricultores familiares, impulsionada pelo aumento da procura durante o período.
Do lado dos consumidores, a busca também começa cedo. A agente comunitária Márcia Castro visitou a feira logo no primeiro dia e aprovou a experiência. “Como eu cuido do meu pai, que é idoso, ele já queria vir hoje. Então, eu tirei um tempinho do trabalho para vir trazer ele aqui na feira. Primeira vez que eu venho e eu gostei, o atendimento é ótimo, os vendedores também, eles ficam chamando, eu já achei animado a feira”, comentou.
Para ela, os preços estão acessíveis e vantajosos. “Tanto o preço do quilo do peixe como também para os limpadores, que já saímos daqui com o peixe todo tratadinho, bonitinho, só para lavar e botar na panela para fazer”, acrescentou.
A consumidora também destacou a diferença em relação aos valores praticados em supermercados. “Ano passado eu comprei no mercado e foi bem mais caro. Me avisaram que tinha essa feira, eu vim e gostei do preço e também do peixe, que está bonito e aconselho todos os riobranquenses virem aqui comprar, porque o preço está maravilhoso e o peixe está bonito também, todo fresquinho”, compartilhou.
Com informações do G1 Acre.


