Em uma conversa profunda e reveladora com a repórter Monique Arruda, do portal LeoDias, na última quinta-feira (9/4), durante a exposição Mundo Pixar, em um shopping na Zona Sudoeste do Rio, o ator Felipe Simas abriu o coração sobre sua jornada de fé, a dinâmica com os irmãos, também atores, Rodrigo Simas e Bruno Gissoni, e como a espiritualidade influencia suas escolhas na televisão.
Questionado sobre o momento exato em que se tornou cristão, o artista relembrou uma experiência marcante de libertação. Fazendo um paralelo com o prólogo de sua primeira peça de teatro, o ator descreveu o instante em que sentiu a presença do Espírito Santo como um divisor de águas.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Felipe SimasFoto: Portal LeoDias Felipe Simas com a famíliaReprodução: Instagram/@felipessimas Felipe e Rodrigo SimasFelipe Simas e Rodrigo Simas – Foto: Reginaldo Teixeira/Globo
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“Foi como se um peso tivesse saído das minhas costas e eu pudesse enxergar as pessoas pela primeira vez como elas são. Pude tirar a máscara do meu rosto e dialogar de forma sincera, sem medo de não ser aprovado”, revelou ele, destacando que, desde então, tem trabalhado para se manter conectado a essa fonte, que é Jesus.
Felipe Simas esclarece como lida com a fé e a família:
Apesar de sua fé fervorosa, Simas deixou claro que o respeito impera na convivência familiar. O ator explicou que não tenta impor suas crenças aos irmãos, que possuem visões de mundo e estilos de vida diferentes: “Quem convence é o Espírito. O que eu posso fazer é ser o que Jesus é para mim, para eles”, afirmou.
Para Felipe, o verdadeiro papel do cristão é aconselhar, acolher e compartilhar a graça nos momentos de necessidade, e não afastar as pessoas com regras impostas: “Religião e Jesus são coisas diferentes. Essa institucionalização da religião, às vezes, nos afasta de Jesus”, refletiu.
Recentemente, a esposa do ator, Mariana Uhlmann, comentou em entrevistas que já chegou a orar para que certos trabalhos não dessem certo. Sobre a possibilidade de recusar um papel por motivos religiosos, Simas garantiu que ainda não viveu essa experiência, pois confia que portas abertas ou fechadas são respostas divinas.
Longe de julgar as atitudes ou desvios morais de seus personagens, ele prefere enxergá-los com compaixão: “O meu papel é encontrar nas personagens o alvo do amor de Deus. Às vezes, a pessoa só está entregando o que recebeu e, se não tiver ninguém para interferir com amor, ela vai continuar entregando ódio, raiva e rancor”, concluiu.


