O ex-jogador Oscar Schmidt foi cremado na noite de sexta-feira (17) vestindo a camisa da seleção brasileira de basquete, em uma cerimônia reservada apenas aos familiares. O local da cremação não foi divulgado. A informação foi confirmada pelo Jornal da Globo.
Considerado o maior ídolo do basquete nacional, Oscar morreu na tarde de sexta após passar mal em sua residência, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas deu entrada em parada cardiorrespiratória e não resistiu. O ex-atleta tinha 68 anos.
Desde 2011, Oscar enfrentava um tumor cerebral, além de problemas cardíacos nos últimos anos. A causa da morte não foi oficialmente divulgada.
Dono de uma carreira histórica, o “Mão Santa” é lembrado como um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Entre seus feitos, estão recordes expressivos, como o de maior pontuador da história da seleção brasileira e dos Jogos Olímpicos.
Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e informou que a despedida ocorreu de forma íntima. “A despedida foi realizada de forma discreta apenas entre parentes próximos”, diz a publicação nas redes sociais oficiais do ex-jogador.
Mesmo diante da doença, Oscar manteve o bom humor e a vontade de viver. Em entrevistas, relembrou com leveza o momento em que descobriu o tumor, durante uma viagem aos Estados Unidos. Na ocasião, contou que, ao acordar no hospital, acreditava ainda estar no Brasil, sendo corrigido pelo filho, que o informou que estavam em Orlando.
Oscar Schmidt encerrou a carreira nas quadras em 2003, atuando pelo Flamengo, deixando um legado marcante no esporte brasileiro e mundial.


