A influenciadora brasileira Lorrayne Mavromatis decidiu levar à Justiça dos Estados Unidos uma série de acusações contra a Beast Industries, empresa criada por MrBeast, considerado o maior youtuber do mundo. No processo, ela afirma ter sido vítima de assédio sexual, tratamento discriminatório durante a gravidez e represálias após comunicar os problemas internamente.
Segundo o relato, a situação se agravou justamente após suas denúncias ao setor de recursos humanos. Lorrayne diz que foi retirada de funções estratégicas, transferida para uma área menos relevante e, pouco tempo depois, desligada da companhia. “Desde o começo, gritaram comigo, me xingaram, fui até chamada de burra na frente de toda a minha equipe. Depois de dar uma ideia de negócio apenas para ter um homem dando exatamente a mesma ideia um minuto depois e ser elogiado. Fui obrigada a participar de reuniões individuais na casa do CEO, sozinha, e tive que escutar ele falando quão atraente e bonita eu era”, iniciou a ex-funcionária, que ficou responsável pelo processo de criação e produção de conteúdos de diversas plataformas da empresa.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Lorrayne Mavromatis acusa empresa de assédio moral após ter passado por trabalho de parto e voltado a trabalhar ainda em licença maternidadeReprodução: Instagram/@lorraynemavromatis MrBeastReprodução: Instagram/@mrbeast Lorrayne Mavromatis e filhaReprodução: Instagram/@lorraynemavromatis Lorrayne Mavromatis e famíliaReprodução: Instagram/@lorraynemavromatis MrBeastReprodução: Instagram/@mrbeast
Voltar
Próximo
Leia Também
Redes Sociais
Maior youtuber do mundo fecha parque da Disney para encontro; confira o valor
Redes Sociais
MrBeast elege a Ilha das Cobras, em SP, como o local mais perigoso do mundo
Notícias
Ex-funcionário do Itaú denuncia assédio moral e sexual do então gestor em agência no Rio
Esportes
CBF é condenada na Justiça a pagar indenização a ex-diretora por assédio moral
Lorrayne também descreveu um ambiente corporativo dominado por homens, onde afirma ter sido frequentemente desvalorizada. Entre os episódios citados na ação, estão situações envolvendo superiores e executivos. Sem dar nomes, Lorrayne mencionou encontros privados em que teria sido alvo de comentários sobre sua aparência e insinuações de cunho sexual por parte do CEO da produtora de conteúdo. Em outra ocasião, diz ter sido constrangida durante uma gravação, quando teria sido colocada em uma posição desconfortável diante do próprio MrBeast.
A brasileira também afirma ter sofrido pressão para continuar trabalhando durante a licença-maternidade. De acordo com o processo, ela participou de reuniões mesmo durante o parto e voltou às atividades pouco tempo depois, apesar de ainda se recuperar e com o bebê em cuidados médicos. A demissão teria ocorrido semanas após seu retorno.
O processo também menciona um histórico de outras ações envolvendo a produtora ligada ao youtuber. Em 2024, participantes do reality “Beast Games” já haviam recorrido à Justiça com alegações de um ambiente marcado por misoginia e práticas discriminatórias.
O portal LeoDias procurou a empresa Beast Industries para posicionamento e aguarda retorno. À revista People, a marca negou as acusações e afirmou que há elementos que contradizem as declarações apresentadas. Lorrayne pede indenização e reparações trabalhistas na ação.


