17 de julho de 2026

Israel aprova lei que prevê pena de morte para palestinos condenados por ataques letais

Israel aprova lei que prevê pena de morte para palestinos condenados por ataques letais
Foto: Reprodução

O Israel aprovou, nesta segunda-feira (30), uma nova lei que estabelece a pena de morte para palestinos condenados por ataques letais classificados como terrorismo.

A medida foi aprovada pelo Knesset, com 62 votos favoráveis e 48 contrários. A proposta foi defendida por integrantes da extrema-direita israelense, incluindo o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também votou a favor.

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Com a nova legislação, a pena de morte passa a ser a sentença padrão em tribunais militares para casos enquadrados como atos de terrorismo.

A aprovação gerou forte repercussão internacional. Entidades de direitos humanos em Israel e em países europeus criticaram a medida e apontaram possíveis violações legais.

A Associação para os Direitos Civis em Israel informou que entrou com uma ação na Suprema Corte pedindo a anulação da lei.

Já a Autoridade Palestina afirmou que a medida busca legitimar execuções extrajudiciais.

Outras polêmicas recentes

A decisão ocorre em meio a outras controvérsias envolvendo o governo israelense. No início do mês, forças militares retiraram acusações contra soldados investigados por abuso sexual contra um detento palestino em uma prisão militar.

O caso aconteceu na unidade de Sde Teiman, criada após os ataques de 7 de outubro de 2023, próximos à cidade de Beersheba.

A prisão ganhou notoriedade após denúncias de abusos e tortura feitas por detentos e funcionários. As acusações foram reforçadas por imagens divulgadas pela imprensa israelense, que mostram agressões contra um prisioneiro palestino.

O episódio gerou protestos de grupos ultranacionalistas e aprofundou divisões dentro do próprio país.

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