O Israel aprovou, nesta segunda-feira (30), uma nova lei que estabelece a pena de morte para palestinos condenados por ataques letais classificados como terrorismo.
A medida foi aprovada pelo Knesset, com 62 votos favoráveis e 48 contrários. A proposta foi defendida por integrantes da extrema-direita israelense, incluindo o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também votou a favor.
Com a nova legislação, a pena de morte passa a ser a sentença padrão em tribunais militares para casos enquadrados como atos de terrorismo.
A aprovação gerou forte repercussão internacional. Entidades de direitos humanos em Israel e em países europeus criticaram a medida e apontaram possíveis violações legais.
A Associação para os Direitos Civis em Israel informou que entrou com uma ação na Suprema Corte pedindo a anulação da lei.
Já a Autoridade Palestina afirmou que a medida busca legitimar execuções extrajudiciais.
Outras polêmicas recentes
A decisão ocorre em meio a outras controvérsias envolvendo o governo israelense. No início do mês, forças militares retiraram acusações contra soldados investigados por abuso sexual contra um detento palestino em uma prisão militar.
O caso aconteceu na unidade de Sde Teiman, criada após os ataques de 7 de outubro de 2023, próximos à cidade de Beersheba.
A prisão ganhou notoriedade após denúncias de abusos e tortura feitas por detentos e funcionários. As acusações foram reforçadas por imagens divulgadas pela imprensa israelense, que mostram agressões contra um prisioneiro palestino.
O episódio gerou protestos de grupos ultranacionalistas e aprofundou divisões dentro do próprio país.

