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Justiça do Acre solta jogadores do Vasco-AC acusados de estupro

Foto: Reprodução.

O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) concedeu liberdade aos jogadores do Vasco-AC denunciados por estupro coletivo e de vulnerável, após cerca de dois meses de prisão no Complexo Penitenciário de Rio Branco. A decisão foi cumprida na última terça-feira (7), com a revogação da prisão preventiva dos envolvidos.

De acordo com o TJ-AC, os atletas agora respondem ao processo em liberdade, desde que cumpram medidas cautelares. Entre as determinações, estão a obrigação de informar endereço atualizado, fornecer número de telefone e comparecer a todos os atos processuais. O descumprimento pode resultar em nova prisão preventiva.

O caso envolve cinco jogadores da Associação Desportiva Vasco da Gama (Vasco-AC), investigados pela suposta violência sexual contra duas mulheres na capital acreana. Os denunciados negam as acusações. A audiência de instrução do processo está prevista para a próxima quinta-feira (16).

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) no dia 13 de março. No documento, surgem também os nomes de Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes, que não haviam sido divulgados anteriormente. Segundo a defesa, ambos prestaram depoimento inicialmente como testemunhas e não chegaram a ser presos, tendo retornado ao Rio de Janeiro antes da ordem de prisão.

O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em 14 de fevereiro, um dia após o crime. As vítimas foram encontradas na Maternidade Bárbara Heliodora, após buscarem atendimento médico. Conforme relato policial, elas teriam ido ao alojamento para um encontro consensual, mas afirmam que foram vítimas de abuso posteriormente. “Você só vai até o ponto em que ambos querem. Então, foi nesse contexto a situação”, afirmou o delegado responsável pelo caso.

Ainda em fevereiro, um dos suspeitos foi preso no mesmo dia do registro da ocorrência, enquanto outros tiveram a prisão temporária decretada no dia seguinte e se apresentaram à polícia dias depois.

O episódio também gerou repercussão fora do âmbito policial. Em partida pela Copa do Brasil, o Vasco-AC entrou em campo com camisas em apoio a jogadores detidos, atitude que foi criticada pelos ministérios das Mulheres e do Esporte, que classificaram a homenagem como ‘inaceitável’.

O Ministério Público também apura a conduta do clube e eventuais omissões no âmbito desportivo. Em nota anterior, o Vasco-AC declarou não compactuar com qualquer forma de violência e informou que adotaria medidas internas conforme o avanço das investigações.

Com informações do G1 Acre.

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