A atualização mais recente da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal, trouxe novos registros relacionados ao Acre. O cadastro reúne empregadores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas à escravidão, após conclusão de processos administrativos sem possibilidade de recurso.
Entre os nomes associados ao estado está o de Aristides Formighieri Junior, ligado a duas propriedades rurais: a Fazenda Sucupira, localizada na região da AC-90, em Rio Branco, e a Fazenda Cabreúva, situada na BR-364, no município de Bujari. As autuações envolvem casos registrados em 2025 e que resultaram na inclusão recente no cadastro.
Outro nome listado é o de Hudson Primo Coelho, com registro vinculado a endereço na Bahia, mas também relacionado a atividades classificadas na mesma categoria econômica investigada pelas autoridades.
A “lista suja” é atualizada semestralmente pelo governo e tem como objetivo dar transparência às ações de combate ao trabalho escravo contemporâneo no país. Os empregadores permanecem no cadastro por até dois anos e só são retirados caso regularizem a situação e não reincidam nas irregularidades.
A inclusão na lista ocorre apenas após a conclusão de todo o processo administrativo, garantindo direito à defesa. Segundo o levantamento mais recente, centenas de trabalhadores foram resgatados em operações realizadas em diferentes estados brasileiros.


