9 de junho de 2026

Lula diz que aceitará possível derrota para Flávio Bolsonaro e alfineta Trump

Lula diz que aceitará possível derrota para Flávio Bolsonaro e alfineta Trump
Lula diz que aceitará possível derrota para Flávio Bolsonaro e alfineta Trump

Com a disputa eleitoral de 2026 começando de forma acirrada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu que o respeito à democracia será mantido, mesmo que isso custe sua derrota. Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, o líder foi questionado sobre o avanço de Flávio Bolsonaro (PL), que o ultrapassou nas últimas simulações de segundo turno de institutos como Datafolha e Quaest.

Segundo ele, a vontade popular, seja ela pendendo para a direita, esquerda ou centro, precisa ser acatada sem questionamentos. Mesmo adotando uma postura cautelosa ao não oficializar 100% sua candidatura à reeleição, deixando o martelo para ser batido nas convenções partidárias, Lula fez questão de afastar os boatos de que estaria fragilizado.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do BrasilCrédito: Reprodução Instagram/@brunogagliasso Reprodução / YouTube Trump e Lula se encontraram em outubro de 2025, na MalásiaCrédito: Ricardo Stuckert/PR

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Aos 80 anos, o presidente destacou que sua mente e seu corpo estão em plena forma, brincando que planeja viver até os 120 anos. Confiante no cenário interno, ele cravou que o Brasil não sofrerá retrocessos autoritários, afirmando que o país “não tem espaço para fascistas” e que a extrema direita não possui futuro por espalhar apenas ódio no lugar de propostas reais.

Quando o assunto mudou para a diplomacia global, o tom de Lula mudou, com críticas diretas à atual gestão da Casa Branca. Sem medir palavras, ele disparou que Donald Trump “não foi eleito imperador do mundo” e repudiou a constante ameaça de conflitos armados promovida pelo líder americano.

Minimizando as declarações do republicano, Lula ressaltou que a relação entre os dois se baseará puramente em negociações pragmáticas e nos interesses de suas respectivas nações, exigindo que o presidente dos EUA respeite a soberania do povo brasileiro.