Em meio a uma sequência de investigações e forte repercussão nas redes sociais, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mãe do cantor Oruam, decidiu quebrar o silêncio e falar, pela primeira vez de forma mais aberta, sobre o impacto do caso em sua rotina. Em entrevista exclusiva ao portal LeoDias nesta sexta-feira (17/4), ela relatou o abalo emocional enfrentado após ter o nome associado a acusações e à exposição pública.
Segundo Márcia, embora o processo judicial tenha tido desdobramentos favoráveis a ela, o peso da opinião pública foi ainda mais difícil de suportar: “Olha, foi um conjunto de coisas muito difíceis. Como mãe, ver meu filho sendo acusado já é algo que machuca profundamente, mas o julgamento das pessoas, sem saber da nossa realidade, foi o que mais me abalou”, afirmou. A carioca também destacou a dureza das redes sociais, onde, segundo ela, muitos comentários são feitos sem considerar as consequências.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Márcia Gama dos Santos NepomucenoReprodução: Instagram Márcia Gama dos Santos Nepomuceno e OruamReprodução: Instagram/@oruam Márcia Gama dos Santos NepomucenoDivulgação: Assessoria Márcia Gama OruamReprodução: Instagram/@oruam Oruam e Marcinho VPReprodução: Redes Sociais/Arquivo O Globo/Montagem
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Acusações e momento atual de Oruam:
O caso envolvendo seu nome ganhou repercussão em meio às investigações que também atingem o filho, que vive atualmente um momento delicado na Justiça. Nos últimos meses, Oruam passou a ser alvo de medidas judiciais e teve o nome ligado a diferentes controvérsias, o que ampliou a visibilidade do caso e colocou a família sob forte escrutínio público.
Ao comentar a situação atual de Oruam, ela adotou um tom de acolhimento, mas também de orientação: “Eu enxergo um filho que precisa de apoio, de orientação e também de amadurecimento diante de tudo isso. Eu diria para ele ter calma, confiar no tempo de Deus e aprender com tudo que está vivendo. A vida ensina, às vezes de forma dura, mas ensina. E eu vou estar ao lado dele, como sempre estive”, afirmou.
Redes sociais e decisão da Justiça:
Mesmo após decisões judiciais que, segundo ela, reforçam sua versão, Márcia diz que ainda enfrenta desconfiança: “Eu sinto, sim, que ainda existe um olhar desconfiado. Parece que, para muita gente, a sentença não basta. O que mais me incomoda é ver a nossa história sendo contada de forma distorcida, como se a gente fosse apenas aquilo que disseram naquele momento”, desabafou. Para ela, há aspectos de sua trajetória que não foram considerados na forma como tudo foi divulgado.
Recentemente, Márcia esteve no centro de uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que apurava a atuação de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Ela chegou a ser considerada foragida após não ser localizada durante uma operação e foi apontada pelos investigadores como uma possível intermediária de comunicação entre membros da facção dentro e fora do sistema prisional. Mas a Justiça do Rio posteriormente considerou ilegal o decreto de prisão temporária contra ela, derrubando o mandado e retirando a condição de foragida.
A decisão de falar agora, segundo Márcia, veio após um período de recolhimento. Ela revelou estar em acompanhamento psicológico e afirmou que precisou priorizar a própria saúde antes de se posicionar publicamente: “Eu fiquei em silêncio porque precisava me cuidar primeiro. Não adianta falar quando a gente ainda está tentando se entender por dentro”, explicou.
Como enfrenta a situação:
Dentro de casa, os efeitos da exposição foram profundos. Mãe de cinco filhos e responsável também por um neto, ela descreve o período como devastador: “Dentro de casa, a gente sentiu o peso de tudo isso diariamente. Eu sempre lutei muito pelos meus filhos, criei praticamente sozinha, e ver essa exposição toda entrando dentro do nosso lar foi devastador”, disse.
A fé, segundo Márcia, foi essencial para atravessar o momento. Autora de um livro de temática cristã, ela afirma que encontrou na espiritualidade a força para seguir. “Teve dias em que eu não tinha força nem para levantar, e foi na fé que eu encontrei um motivo para continuar”, contou, ao falar sobre o processo de reconstrução, e disse que está vivendo “um dia de cada vez”.
Márcia é esposa de Marcinho VP, apontado como um dos principais líderes da organização criminosa, preso desde a década de 1990 por crimes como tráfico de drogas e homicídios. Segundo investigações, ele ainda exerce influência na facção, mesmo encarcerado.


