A Midnight Til Morning chega ao Brasil em meio a uma agenda intensa e com uma base de fãs em expansão. O grupo, que ganhou projeção ao ficar em quarto lugar no reality “Montando a Banda”, da Netflix, se apresentará em 18 de abril no Cine Joia, em São Paulo, como parte da turnê mundial. Em entrevista ao repórter Eduardo Reis, do portal LeoDias, o quarteto revelou as expectativas e as surpresas que os fãs podem aguardar no show.
Apesar de ter surgido na televisão, o grupo afirmou que a decisão de seguir junto foi tomada fora das câmeras — e antes mesmo de saber o impacto do programa.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Midnight Til Morning surgiu no reality “Montando a Banda”, da NetflixCrédito: Divulgação Midnight Til Morning surgiu no reality “Montando a Banda”, da NetflixCrédito: Divulgação Midnight Til Morning surgiu no reality “Montando a Banda”, da NetflixCrédito: Divulgação Midnight Til Morning surgiu no reality “Montando a Banda”, da NetflixCrédito: Divulgação Midnight Til Morning surgiu no reality “Montando a Banda”, da NetflixCrédito: Divulgação Midnight Til Morning surgiu no reality “Montando a Banda”, da NetflixCrédito: Reprodução
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“A gente teve uma conversa depois das gravações e falou: ‘Independente do que acontecer, queremos ser uma banda’”, contou Mason. “Começamos a escrever músicas, preparar um álbum e até planejar uma turnê antes mesmo do programa sair”, lembrou. Segundo o cantor, a incerteza sobre o sucesso do reality fez com que o grupo se preparasse para todos os cenários: “A gente não sabia se o programa ia ser lançado ou o tamanho que teria. Então fomos nos organizando – e, no fim, deu certo”.
Mesmo com a rotina corrida, o vínculo com outros participantes do programa permanece. “Foi uma experiência muito única. A gente nunca tinha vivido algo assim”, disse Conor. “É como uma grande família”, completou Zach. Apesar da consideração, o artista explicou que os encontros são raros: “Às vezes estamos na mesma cidade e conseguimos nos ver, mas é difícil com todo mundo ocupado”.
Identidade
O período pós-reality também foi essencial para a construção da identidade sonora do grupo. “No programa, cantávamos covers escolhidos para a gente. Depois, pudemos decidir o que queríamos fazer de verdade”, disse Mason.
Conor reforçou que a diversidade de influências é o principal diferencial. “Todos nós éramos artistas solo antes. Cada um tem sua própria identidade, e quando juntamos tudo, isso virou o Midnight Til Morning”, afirmou. “Tem country, baladas, folk, indie… É uma mistura. Não queremos ficar presos a um gênero”, completou.
O EP de estreia, que já estava praticamente pronto antes mesmo da exibição do programa, ajudou a consolidar essa proposta. “Quando lançamos durante a turnê, a reação foi incrível. Todo mundo está amando”, celebrou Conor. O sucesso rápido, no entanto, também trouxe desafios. “Às vezes dá pressão, vindo depois de bandas grandes, mas o apoio do público no mundo todo ajuda muito”, pontuou Conor.
Já Zach destacou que a mudança de rotina foi brusca: “Você ganha uma base de fãs muito rápido e, de repente, está em uma turnê mundial — sendo que nunca tinha feito isso antes. E tem os comentários on-line… Alguns são difíceis, então você precisa aprender a lidar”. Apesar disso, ele resume a experiência de forma positiva. “No geral, é a melhor coisa que já aconteceu com a gente”, mencionou.
Na estrada, a banda tem usado os próprios shows como laboratório criativo. “Estamos tocando várias músicas que ainda não foram lançadas”, compartilhou Zach. Ele também disse que isso é uma forma de ver a reação do público e entender o que os fãs gostam. Segundo o cantor, essa troca pode influenciar diretamente os próximos passos da banda: “Dá para sentir quais músicas funcionam melhor — e isso pode ajudar a decidir o que lançar depois”.
Brasil no radar e no repertório
Mesmo antes de desembarcar no país, o Brasil já se destaca na relação com os fãs. “Em praticamente todos os shows, quando perguntamos de onde as pessoas vieram, sempre tem alguém do Brasil”, recordou Shane. “Eles são muito apaixonados”, afirmou.
O cantor também apontou a influência de boybands no público brasileiro. “Muita gente cresceu ouvindo grupos como One Direction e 5 Seconds of Summer, e acaba vendo um pouco disso na gente”, analisou.
A conexão com o público foi além – e já chegou ao repertório, vale destacar. “Estou aprendendo uma música brasileira, mas vou manter em segredo por enquanto”, entregou Shane. “Estou tentando aprender a tocar no violão e cantar. Vamos ver”, revelou. Ele também destacou o impacto de ver fãs cantando as músicas independentemente do idioma. “Tem gente que talvez nem fale inglês, mas está lá cantando tudo. Eu mesmo canto músicas em espanhol sem entender completamente — você sente a música. Isso é especial”, disse.
Com uma turnê que já percorreu diferentes países e um público cada vez mais engajado, a banda chega ao Brasil com expectativa alta — especialmente pela reputação dos fãs locais. “Não estou dizendo isso só por dizer, mas acho que o Brasil é o lugar que estamos mais animados para ir nessa turnê”, afirmou Mason. “Acho que vai ser difícil me fazerem ir embora depois”, comentou.


