O rapper e DJ Afrika Bambaataa morreu aos 68 anos nesta quinta-feira (9), segundo o portal TMZ. De acordo com o site, o artista faleceu durante a madrugada em decorrência de complicações de um câncer.
Nascido no bairro do Bronx, em Nova York, Bambaataa teve papel fundamental na formação da cultura hip-hop. Ainda jovem, integrou a gangue Black Spades, onde chegou ao posto de liderança, antes de direcionar sua atuação para a música e projetos culturais.
Na década de 1970, passou a organizar festas de rua no sul do Bronx, eventos que ajudaram a consolidar o hip-hop como movimento cultural. Foi também o fundador da Universal Zulu Nation, coletivo que reuniu artistas, dançarinos, grafiteiros e ativistas em torno da cultura urbana.
Seu primeiro single, “Zulu Nation Throwdown”, foi lançado em 1980, mas foi com a faixa Planet Rock, em 1982, que ganhou projeção internacional. A música, criada em parceria com Arthur Baker, misturou elementos do hip-hop com a música eletrônica do grupo Kraftwerk, tornando-se um marco na fusão entre os gêneros e influenciando estilos como techno, house e EDM.
O impacto de “Planet Rock” ultrapassou fronteiras, influenciando também o surgimento de vertentes como o Miami Bass, nos Estados Unidos, e o funk carioca, no Brasil, especialmente pelo uso da bateria eletrônica TR-808 e samples eletrônicos.
Em 1985, Bambaataa participou do álbum Sun City, projeto musical contra o apartheid que reuniu artistas como Joey Ramone, Run-D.M.C. e U2.
Nos últimos anos, o artista enfrentou problemas judiciais após acusações de abuso sexual envolvendo fatos ocorridos nas décadas de 1980 e 1990. Segundo o TMZ, em 2025 ele foi obrigado a pagar um acordo a um dos acusadores após decisão judicial à revelia.
Considerado um dos nomes mais importantes da história do hip-hop, Afrika Bambaataa deixa um legado que ajudou a transformar a música e a cultura urbana em escala global.


