Início / Versão completa
ACRE

Número de pessoas que moram de aluguel no Acre cresce mais de 80% em dez anos, aponta IBGE

Por Marcos Henrique 20/04/2026 10:33
Publicidade

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados na última sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram um aumento expressivo no número de pessoas que vivem de aluguel no Acre. O total saltou de 25 mil em 2016 para 47 mil em 2025, o que representa um crescimento de 88% no período.

Publicidade

Em 2025, 16,3% dos domicílios acreanos eram alugados. Em 2016, esse percentual era de apenas 7,6%. Isso significa que a proporção de imóveis alugados praticamente dobrou em nove anos.

O levantamento também revelou uma queda de 11,6% no número total de domicílios no estado na última década. O Acre passou de 327 mil residências em 2016 para 289 mil em 2025.

Por outro lado, a participação das moradias próprias já quitadas subiu de 55% (180 mil) em 2016 para 72,3% (209 mil) em 2025, um avanço de 17,3 pontos percentuais. Já os imóveis próprios que ainda estão sendo pagos tiveram um aumento de 40% no período, passando de 1,5% (5 mil) para 2,4% (7 mil).

Publicidade

Os imóveis cedidos também registraram alta significativa de aproximadamente 68,8%, saindo de 4,9% (25 mil) em 2016 para 9,3% (27 mil) em 2025.

Cenário nacional

Em todo o Brasil, o número de domicílios ultrapassou 79 milhões em 2025. Do total, 23,8% (18,9 milhões de moradias) eram alugados, ante 18,4% (12,3 milhões) em 2016. Isso representa um crescimento de 54,1% no número de imóveis alugados em nove anos.

Na contramão, a participação das moradias próprias já quitadas caiu de 66,8% para 60,2% no mesmo período, mantendo uma tendência de redução ao longo da série histórica. Os imóveis próprios ainda em pagamento permaneceram relativamente estáveis, passando de 6,2% para 6,8% entre 2016 e 2025.

O analista da PNAD Contínua, William Kratochwill, explicou que os dados indicam uma mudança na forma de acesso à moradia no país. Embora a renda dos brasileiros tenha crescido de forma consistente nos últimos anos, ele ressaltou que o avanço não tem sido suficiente para permitir que muitas famílias entrem no sistema formal de habitação, o que acaba levando muitas delas a migrar para o aluguel.

Com a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano em meados de 2025, o crédito imobiliário ficou mais caro, dificultando o acesso à casa própria. Esse movimento ajuda a explicar o avanço das moradias alugadas e a redução da participação das casas próprias já quitadas.

Aluguel avança mais nas capitais

O avanço do aluguel também é evidente nas capitais brasileiras, embora com intensidades diferentes. Palmas lidera com folga: 47,3% das moradias são alugadas. Em seguida aparecem Florianópolis (36%), Goiânia (35,3%) e Brasília (34,5%).

Nas grandes metrópoles, o aluguel também ganhou espaço. Em São Paulo, a proporção passou de 26,4% (2016) para 29,9% (2025). No Rio de Janeiro, subiu de 20,3% para 28,2%. Em Belo Horizonte, o avanço foi ainda maior, de 19,5% para 29,6%. Em Belém, a proporção quase dobrou, saindo de 11,1% para 21,2%.

Verticalização muda perfil das capitais

O crescimento dos apartamentos tem sido um dos principais fatores de transformação no perfil das moradias no país, especialmente nas capitais. Porto Alegre já tem maioria de apartamentos (52,1%), seguida por Vitória (49,9%) e Belo Horizonte (45,1%).

João Pessoa registrou um dos maiores saltos: a participação de apartamentos passou de 30% para 45,9%. Em Aracaju, subiu de 26,8% para 39,6%, e em Brasília, de 26,7% para 38,5%.

Algumas capitais permanecem mais horizontalizadas. Campo Grande tem apenas 9,8% de apartamentos, enquanto Porto Velho registra 13% e Rio Branco, 13,2%.

Informações via g1 Acre.
Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.