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Número de pessoas que moram sozinhas cresce no Acre

Por Marleide 21/04/2026 17:14 Atualizado em 21/04/2026 17:24
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O Acre registrou um avanço expressivo no número de moradores que vivem sozinhos ao longo da última década. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE na sexta-feira (17), mostram que esse contingente passou de 24 mil, em 2016, para 46 mil em 2025 — alta de 91,6%. A maior parte é composta por homens.

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O levantamento indica que os jovens entre 15 e 29 anos lideram esse perfil, seguidos pela população com 60 anos ou mais. Ao todo, o estado contabiliza 319.321 domicílios, sendo que cerca de 14,4% são ocupados por apenas um morador, as chamadas unidades unipessoais.

A pesquisa também revela uma mudança no padrão habitacional. Desde 2016, houve redução na proporção de imóveis próprios, enquanto os alugados ganharam espaço — movimento que acompanha o crescimento de pessoas vivendo sozinhas.

Entre adultos de 30 a 59 anos, por exemplo, o número de homens que moravam sozinhos passou de 9 mil, em 2016, para 18 mil em 2025. Já entre as mulheres da mesma faixa etária, o total subiu de 4 mil para 6 mil no período.

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O aumento também é significativo entre o público feminino de forma geral. Considerando mulheres entre 15 anos e 60 anos ou mais, o total saltou de 8 mil, em 2016, para 18 mil em 2025 — crescimento de 125% em dez anos.

Apesar da alta, algumas faixas etárias registraram números mais baixos ao longo da série histórica. Em 2016 e 2022, por exemplo, apenas mil mulheres de 15 a 29 anos viviam sozinhas no estado.

Os anos mais recentes concentram os maiores registros de moradores unipessoais. Em 2025, o número chegou a 46 mil, seguido por 43 mil em 2024 e 38 mil em 2023, indicando tendência de crescimento desse estilo de vida.

A busca por autonomia e privacidade aparece como um dos fatores por trás dessa mudança. A estudante de direito Maria Barros Soares, de 24 anos, planeja deixar a casa da tia, onde mora atualmente em Rio Branco. “Pretendo morar sozinho, pois, busco ter mais privacidade e também quero caminhar com minhas próprias pernas”, disse.

Ela conta que começou a se organizar há cerca de seis meses e pretende viver de aluguel. “Já tenho alguns móveis que fui comprando aos poucos e um dos pontos que estou vendo, é quanto a morar mais próximo do meu trabalho, o que vai facilitar bastante”, destacou.

A jovem afirma que o custo do aluguel tem sido um dos principais desafios na busca por um novo lar. “Estou com expectativa de achar um local bom, mas que não seja tão caro. Alguns apartamentos pedem calção e estou colocando na ponta do lápis”, concluiu.

Especialistas apontam que transformações sociais ajudam a explicar o aumento das moradias unipessoais. Entre os fatores estão a maior aceitação do divórcio, o protagonismo feminino e a redução no número de filhos ao longo dos anos.

Com informações do G1 Acre.

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