O trauma de perder a mãe sob os holofotes implacáveis da mídia deixou marcas profundas no príncipe Harry. Em um desabafo revelador à revista norte-americana “People”, o Duque de Sussex abriu o coração sobre um dos períodos mais sombrios de sua vida e fez uma confissão.
Segundo o irmão de William, a morte da princesa Diana, em 1997, o fez rejeitar por muitos anos o peso da coroa. Ainda na infância, ele se viu engolido por uma pressão esmagadora para manter as aparências e fingir normalidade diante do mundo. Sem o preparo emocional necessário para processar uma tragédia daquela proporção, ele admitiu ter se distanciado dos próprios sentimentos.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Harry e WilliamCrédito: Reprodução Instagram Rei Charles III e HarryCrédito: Reprodução Harry, Duque de SussexCrédito: Reprodução CBS
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A dor era tamanha que a simples ideia de assumir suas obrigações monárquicas lhe causava aversão. “Não quero este trabalho”, relembrou o príncipe, revelando que associava diretamente as amarras da instituição ao sofrimento vivido por sua mãe. A virada de chave, por outro lado, demorou a acontecer.
Após anos de resistência e de se sentir emocionalmente perdido, Harry percebeu que precisava mudar de perspectiva. Foi então que ele entendeu que poderia transformar sua dor em propósito, usando a visibilidade da realeza para promover as mudanças e as causas em que acreditava.
A ferida exposta pelo príncipe remete ao fatídico 31 de agosto de 1997. Lady Di perdeu a vida em um acidente de carro brutal em Paris, na França, enquanto o veículo em que estava tentava fugir de uma perseguição de paparazzi. A tragédia, que também resultou na morte do motorista e de Dodi Al-Fayed, ocorreu pouco tempo após o divórcio de Diana com o então príncipe Charles.


