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ENTRETENIMENTO

Opinião: Nicolas Prattes muda o jogo e rouba a cena como cafajeste em “A Nobreza do Amor”

Por Portal Leo Dias 06/04/2026 11:33
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Tem atores que entram em cena e parecem repetir uma fórmula. Nicolas Prattes faz o oposto; ele se reinventa. E talvez seja justamente isso que esteja chamando atenção agora em “A Nobreza do Amor”.

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Na pele de Mirinho, ele entrega algo que foge completamente da sequência recente da carreira. Depois de personagens mais densos e emocionalmente carregados, como o Diego de “Todas as Flores” e o Rudá de “Mania de Você”, o ator aparece agora mais solto, mais leve e, talvez por isso mesmo, ainda mais interessante.

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Mirinho é daqueles personagens que caminham numa linha fina: é vilão, mas não cabe na caixinha tradicional. Não é movido por grandes planos mirabolantes nem por uma maldade explícita. Ele seduz, dribla, engana, mas sempre com charme. É um bon vivant, um cafajeste com sorriso fácil, alguém que erra mais por caráter do que por crueldade. E esse tipo de composição exige precisão. Se pesa a mão, vira caricatura. Se suaviza demais, perde o conflito. Nicolas encontra exatamente esse meio-termo.

Curiosamente, esse retorno ao horário das seis parece mesmo favorecer o ator. Em “Éramos Seis”, ele já havia mostrado força, ainda que em um registro completamente diferente. Agora, anos depois, volta mais experiente, mais técnico, e com uma capacidade maior de transitar entre nuances.

Fora da ficção, o nome de Nicolas frequentemente aparece associado à vida pessoal — especialmente desde o casamento com Sabrina Sato, uma das figuras mais carismáticas e midiáticas do país. Mas o que se vê em cena é alguém que não se deixa contaminar por esse excesso de exposição. Ao contrário: ele parece cada vez mais interessado em consolidar uma trajetória consistente como ator.

E isso, no fim das contas, é o que sustenta uma carreira. Em “A Nobreza do Amor”, Nicolas Prattes não apenas acerta; ele reafirma algo que, a essa altura, já deveria ser consenso: há ali um ator que não se acomoda, que busca caminhos diferentes e que entende que talento, na televisão, também passa pela capacidade de surpreender.

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