Papa Leão XIV rejeita bênção formal a casais homossexuais: “Pode causar desunião”
Papa Leão XIV afirmou, nesta quinta-feira (23/4), que a Igreja Católica não apoia a bênção formal a casais homossexuais nem a uniões consideradas irregulares pela doutrina católica. De acordo com ele, o Vaticano não pretende ir além das medidas adotadas em 2023 por seu antecessor, Francisco, que formalizou a permissão para que padres concedam bênçãos informais a casais do mesmo sexo em igrejas.
Em entrevista à imprensa durante o voo de retorno da viagem apostólica à África, continente onde o líder religioso passou 10 dias, o pontífice argumentou que novos passos podem provocar desunião entre os fiéis: “Para ir além disso hoje, acho que o assunto pode causar mais desunião do que unidade”, disse.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Papa Leão XIV em missa com famílias na Guiné Equatorial.Reprodução/Vatican Media Papa Francisco e Papa Leão XIV antes de se tornarem papasReprodução: X/@aclarrabure Papa Leão XIVReprodução / Canção Nova Papa Leão XIV falando sobre o legado de Papa Francisco nesta terça-feira (21/4)Reprodução: Instagram/@vaticannewspt Papa Leão XIV em missa a influenciadores digitais nesta segunda-feira (29/7)Reprodução: Instagram/@pontifex
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A declaração foi em resposta à implementação do cardeal Reinhard Marx, na Alemanha, que autorizou celebrações para casais homoafetivos e divorciados recasados civilmente em sua arquidiocese. A medida foi criticada por Leão: “A Santa Sé já conversou com os bispos alemães. Deixamos claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais, neste caso, casais homossexuais, ou de casais em situações irregulares.”
O Papa deixou claro que o limite é o especificado pelo pontífice que o antecedeu: “Além do que foi especificamente permitido pelo Papa Francisco, ao dizer que todas as pessoas recebam a bênção.” De acordo com o atual líder da Igreja Católica, a medida anterior ocorre no contexto de uma “bênção geral”, sem abranger casais em situações tidas como irregulares.
O pontífice destacou a diferença entre o acolhimento de todas as pessoas e o reconhecimento formal de determinadas uniões: “A famosa expressão de Francisco ‘todos, todos, todos’ expressa a convicção da Igreja de que todos são acolhidos; todos são convidados; todos são convidados a seguir Jesus; e todos são convidados a buscar a conversão em sua própria vida”, finalizou Leão XIV.