O transporte coletivo de Rio Branco foi totalmente paralisado na manhã desta quarta-feira (22), após motoristas suspenderem as atividades em protesto contra salários e benefícios atrasados. Com isso, o Terminal Urbano, principal ponto de embarque e desembarque da capital, amanheceu sem ônibus e sem passageiros.
A paralisação foi organizada pelos próprios motoristas, sem convocação oficial do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Estado do Acre. A decisão havia sido antecipada nas redes sociais na terça-feira (21), o que levou muitos usuários a buscarem alternativas de transporte.
A categoria afirma que tentou negociar a situação, mas não obteve retorno. Entre as principais reclamações estão atrasos salariais, além do não pagamento de benefícios como vale-alimentação. Segundo o motorista Raimundo Ferreira, houve tentativas de diálogo com a prefeitura e outros órgãos, mas sem sucesso até o momento.

A empresa responsável pelo serviço, Ricco Transportes e Turismo, ainda não se manifestou oficialmente. O sindicato também foi procurado.
Diante da crise, o prefeito Alysson Bestene informou que se reuniu com representantes da categoria e da empresa para buscar uma solução. Um acordo preliminar prevê um prazo de 48 horas para negociação, com expectativa de retomada do serviço.
A paralisação ocorre em meio a outro problema: a suspensão do processo de licitação do transporte público da capital. A prefeitura decidiu interromper temporariamente o edital para analisar questionamentos feitos por empresas interessadas.

A concorrência prevê a concessão do serviço por 10 anos, com valor estimado em mais de R$ 1 bilhão. No entanto, críticas ao modelo, ao formato presencial da disputa e aos valores apresentados levaram à suspensão.
Passageiros enfrentam dificuldades
Enquanto o impasse continua, usuários relatam dificuldades no dia a dia. Longas esperas, atrasos frequentes e incertezas no funcionamento do sistema têm impactado a rotina de trabalhadores.
Moradores cobram melhorias e soluções definitivas para o transporte público, que há anos enfrenta instabilidade e funciona por meio de contratos emergenciais na capital acreana.


