Um boletim de ocorrência registrado em Rio Branco aponta que um professor que atuava no Colégio Adventista de Rio Branco, identificado como Jorge Michael Souza da Cruz, utilizava tornozeleira eletrônica e teria adotado comportamentos considerados inadequados no ambiente escolar.
De acordo com o relato feito por um menor à polícia, o professor de História se dirigia a estudantes com termos como “princesa”, o que teria causado desconforto entre os alunos. O registro também indica que a presença do educador passou a gerar insegurança após a circulação de informações sobre sua situação judicial.
Ainda segundo o boletim, há suspeitas de que o professor mantinha um perfil falso em rede social, por meio do qual supostamente solicitava fotos de menores. Conforme o relato, um colega teria reunido capturas de tela (prints) e apresentado o material à direção da instituição.
O documento aponta que, após a situação se tornar conhecida dentro da escola, aumentou a preocupação entre estudantes, o que motivou o registro da ocorrência policial. A pessoa responsável pelo boletim decidiu procurar a polícia após tomar conhecimento da condenação judicial do professor, fato que, até então, não era de conhecimento no ambiente escolar.
Segundo o relato, o professor teria cometido abordagens inapropriadas, como passar a mão no ombro, depois nas costas e dar um abraço lateral. Outro episódio também teria ocorrido via Instagram, onde ele teria pedido uma foto de um menor tomando banho.
Além disso, ele teria utilizado a função “Close Friends” (melhores amigos) da plataforma para publicar fotos sem camisa. Ainda conforme o boletim, outro episódio teria ocorrido durante um evento, quando o professor teria oferecido um saco de pirulitos a estudantes.
Conforme registros judiciais, Jorge Michael Souza da Cruz foi condenado por estupro de vulnerável, com pena de 12 anos de reclusão, por crimes ocorridos em 2014, quando também atuava como professor. A vítima, à época, tinha apenas 11 anos. Atualmente, ele cumpre pena em regime de progressão, com uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo informações apuradas, o caso surpreendeu alunos e colegas educadores, já que ninguém havia percebido que o professor utilizava tornozeleira eletrônica. Relatos indicam que ele trabalhava na instituição há mais de dois anos.
Após a repercussão do caso, a escola desligou o professor.
Em nota, o Colégio Adventista de Rio Branco afirmou que reafirma o compromisso com a segurança e proteção dos alunos e informou que todos os profissionais passam por verificação de antecedentes criminais, inexistindo, à época da contratação, registros impeditivos.
“Ao tomar conhecimento dos fatos, a instituição instaurou processo de sindicância interna, no qual foram realizadas buscas e análises documentais pertinentes, além de adotar imediatamente as medidas administrativas cabíveis, incluindo o desligamento do profissional e a comunicação às autoridades competentes. Por envolver apurações em andamento e direitos de terceiros, especialmente menores, outras informações são resguardadas, permanecendo a instituição à disposição das autoridades”, diz a nota.
Veja a nota na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
O Colégio Adventista reafirma seu compromisso com a segurança e proteção de seus alunos.
Todos os profissionais passam por verificação de antecedentes criminais, inexistindo, à época da contratação, registros impeditivos.
Ao tomar conhecimento dos fatos, a instituição instaurou processo de sindicância interna, no qual foram realizadas buscas e análises documentais pertinentes, além de adotar imediatamente as medidas administrativas cabíveis, incluindo o desligamento do profissional e a comunicação às autoridades competentes.
Por envolver apurações em andamento e direitos de terceiros, especialmente menores, outras informações são resguardadas, permanecendo a instituição à disposição das autoridades.
Colégio Adventista de Rio Branco


