Motoristas e entregadores por aplicativo realizaram, nesta terça-feira (14), uma mobilização em Rio Branco contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152, que trata da regulamentação da categoria no país. O ato começou na Praça do Juventus e reuniu cerca de 100 motocicletas, que seguiram em carreata até o centro da capital.
Os trabalhadores criticam principalmente dois pontos do projeto: as regras de bloqueio e banimento pelas plataformas e a ausência de garantias de remuneração mínima. Segundo os manifestantes, o texto dá ampla autonomia às empresas, sem exigir critérios claros ou transparência nas decisões que afetam os motoristas.

De acordo com representantes da categoria, também há insatisfação com a falta de um piso mínimo de ganhos e com a inexistência de limites para as taxas cobradas pelas plataformas. Eles defendem que a regulamentação estabeleça valores mais justos por corrida e por quilômetro rodado.
Apesar das críticas, parte dos participantes reconhece que o projeto traz avanços em relação a direitos trabalhistas, embora considerem que o texto ainda precisa de ajustes para atender melhor às demandas da categoria.

A mobilização seguiu pelas ruas da capital com a participação de motociclistas e motoristas de carro, em protesto contra o que classificam como falhas na proposta em discussão no Congresso.


