“A Nobreza do Amor” acaba de ganhar um novo elemento de tensão: a entrada do Capitão Burak, vivido por Bruno Ibañez, promete movimentar a trama das seis da Globo e marca um ponto de virada não só para a história, mas também para a carreira do ator.
Apesar de ser sua primeira participação fixa em uma novela diária, Bruno está longe de ser um novato. O público pode até não ligar o nome imediatamente ao rosto, mas ele já circulou por produções importantes como “A Regra do Jogo”, “A Dona do Pedaço” e “Um Lugar ao Sol”. Foi, no entanto, em “Todas as Flores” que ganhou mais visibilidade ao viver o segurança Mendonça, braço direito da personagem de Ana Beatriz Nogueira.
Leia Também
Carla Bittencourt
Jendal cai em armação com falsa Alika e vira alvo de golpe em “A Nobreza do Amor”
Carla Bittencourt
Morte cruel muda tudo e leva Omar a jurar vingança em “A Nobreza do Amor”
Carla Bittencourt
Opinião: Nicolas Prattes muda o jogo e rouba a cena como cafajeste em “A Nobreza do Amor”
Carla Bittencourt
Verdade vem à tona, e Alika transforma humilhação em vitória em “A Nobreza do Amor”
A conexão com personagens de forte identidade cultural, aliás, não é novidade em sua trajetória. Em “Mar do Sertão”, chamou atenção como o vilão Khaled Zafir, experiência que agora ecoa diretamente na construção do turco Capitão Burak. Na nova novela, esse histórico ganha ainda mais força e ajuda a consolidar um tipo de personagem que tem virado marca registrada do ator.
Na trama, Burak surge em condição de vulnerabilidade, escravizado, mas rapidamente demonstra lealdade e senso de justiça. Seu caminho se cruza com o de Omar (Rodrigo Simas), dando início a uma jornada de fuga em meio a conflitos e reviravoltas no fictício reino de Batanga.
Fora das telas, Bruno Ibañez construiu sua carreira com disciplina desde cedo. Ingressou ainda jovem na formação teatral e passou por escolas tradicionais como a CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio. Versátil, também atua como diretor, diretor de fotografia e fotógrafo, além de carregar uma origem multicultural — com raízes gregas, sírias e ciganas espanholas — que dialoga diretamente com os papéis que vem interpretando.
Sobre o momento atual, o ator não esconde o entusiasmo. “Eu não poderia estar mais feliz e confiante, principalmente pela obra, que é delicada, atual e forte ao mesmo tempo. Tenho muito orgulho de contar uma história que fala de raízes e identidade”, afirma.


