A reta final de “Três Graças” vai entregar uma das sequências mais impactantes da dramaturgia recente da Globo, com direito a tentativa de assassinato envolvendo um bebê e partindo justamente de quem deveria proteger. Nos últimos capítulos da novela das nove, Arminda (Grazi Massafera) vai tentar matar a própria neta.
Durante uma operação policial para capturar Lena (Barbara Reis) e Herculano (Leandro Lima), o caos se instala quando a bebê, filha de Joélly (Alana Cabral) e Raul (Paulo Mendes), vira o centro de uma disputa desesperada. Cercados por policiais, com armas apontadas e nervos à flor da pele, o clima já é de tensão máxima. É nesse momento que Arminda toma a decisão que redefine sua trajetória como vilã. Sem hesitar, ela estica a perna e empurra o carrinho com a criança escadaria abaixo.
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A construção da sequência é digna de referência direta a clássicos do cinema — com direito a ritmo crescente, cortes paralelos e o carrinho descendo degrau por degrau enquanto todos assistem, impotentes. Joélly grita, Gerluce (Sophie Charlotte) se desespera, policiais abaixam as armas sem saber como agir. A câmera acompanha o carrinho em queda livre, enquanto a bebê — ironicamente — permanece dormindo.
Do alto, Arminda observa tudo e sorri. A essa altura, nem mesmo Samira (Fernanda Vasconcellos) consegue disfarçar o choque diante do que acabou de testemunhar. Enquanto o desespero toma conta da cena, Ferette (Murilo Benício) acompanha tudo de dentro do carro, ao lado de Macedo (Rodrigo Garcia) e decide interferir da pior forma possível.
Para impedir qualquer tentativa de resgate, ele dispara tiros que obrigam Paulinho (Romulo Estrela) a recuar no meio da escadaria, deixando o carrinho seguir em direção ao inevitável. A sequência ganha ainda mais tensão com a aproximação de um caminhão na base da escada, criando um cenário de colisão praticamente certa.
Quando tudo parece perdido, é Raul quem surge como herói improvável. Em um movimento arriscado, ele se joga na frente do carrinho e consegue pará-lo a centímetros do impacto. O caminhão passa raspando, e a bebê — inacreditavelmente — segue intacta, sem sequer acordar. O alívio vem em forma de grito: “Ela nem chorou!”.


