O atacante Richarlison revelou ter enfrentado um quadro de depressão após a participação na Copa do Mundo de 2022. Em entrevista à revista France Football, o jogador detalhou os fatores que contribuíram para o período e descreveu um dos momentos mais delicados vividos fora de campo.
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“Após a Copa do Mundo de 2022 , entrei em depressão. Todos os tipos de desgraças me atingiram: eliminação, traição do meu agente, problemas familiares, problemas físicos. Durante um ano e meio, sofri golpe após golpe todos os dias. Um dia, enquanto dirigia, pensei em jogar o carro contra uma parede. Hoje, quando penso nisso, digo a mim mesmo que não faz mais sentido.”, afirmou.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Richarlison no treino com a Seleção BrasileiraFoto: @rafaelribeirorio I CBF
RicharlisonReprodução/@richarlison Namorada de Richarlison lamenta críticas à aparência do filhoFoto/Instagram/@amandinha.ad
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A eliminação da seleção brasileira nas quartas de final, nos pênaltis contra a Croácia, marcou o início do período relatado pelo atleta. Além da frustração esportiva, Richarlison também citou conflitos com seu ex-agente, lesões recorrentes e questões familiares como fatores que agravaram a situação.
Durante a entrevista, o jogador explicou que buscou apoio profissional e reorganizou aspectos da vida pessoal para lidar com o cenário. “Foi a primeira vez que tive que lidar com tantos problemas; parecia um poço sem fundo. Em meio a todo aquele caos, conheci um advogado honesto que colocou meus assuntos e bens em ordem. Trabalhei com um psicólogo e, o mais importante, conheci minha esposa”, contou.
Natural de Nova Venécia, no Espírito Santo, o atacante também relembrou episódios da infância marcados por violência. “Uma bala passou perto da minha cabeça. Tive medo de morrer”, disse.
Revelado pelo América-MG, Richarlison ganhou projeção no futebol brasileiro durante passagem pelo Fluminense antes de seguir para a Europa, onde atuou por Watford e Everton até chegar ao Tottenham. No clube inglês, integrou o elenco campeão da Liga Europa na última temporada.
O jogador também destacou o papel do futebol em sua trajetória pessoal, ao relatar experiências fora de campo durante a juventude. “Não é fácil resistir ao dinheiro fácil. Já manuseei armas, mas, graças a Deus, tive uma boa educação. Eu não queria acabar na cadeia. Alguns dos meus amigos estão mortos, outros estão presos”.
Mesmo fora das convocações recentes da seleção brasileira, o atacante mantém a expectativa de disputar a próxima Copa do Mundo. A lista final para o torneio de 2026 será definida pela comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti.


