O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de ataques ao Papa Leão XIV ao longo do fim de semana, classificando o pontífice como “fraco” no combate ao crime e “péssimo” em política externa.
As declarações foram feitas na rede social Truth Social, onde Trump afirmou não ser “fã” do papa e criticou supostas posições do líder católico sobre temas internacionais. Entre elas, citou a questão nuclear envolvendo o Irã e críticas a ações dos Estados Unidos, como intervenções em outros países. Apesar disso, não há registros de que o pontífice tenha defendido o uso de armas nucleares.
O presidente também classificou Leão XIV como “muito liberal” e disse que sua postura estaria prejudicando a Igreja Católica. Em outra declaração, Trump afirmou que o papa deveria “se recompor” e evitar envolvimento político.
Ainda na publicação, o republicano sugeriu, sem apresentar provas, que a escolha de Leão XIV teria sido influenciada por ele ser norte-americano, e chegou a dizer que o pontífice deveria ser “grato” por sua eleição.

Logo após os ataques, Trump divulgou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece vestido como Jesus, em uma cena de cura, o que ampliou a repercussão das declarações.
As críticas surgem após posicionamentos recentes do papa sobre conflitos internacionais. No sábado (11), Leão XIV pediu cessar-fogo no Oriente Médio e defendeu que países como Estados Unidos, Israel e Irã busquem diálogo para encerrar a guerra, classificando o cenário como “loucura” e criticando o que chamou de “idolatria pelo dinheiro”.
Nesta segunda-feira (13), durante viagem à Argel, o pontífice reagiu às declarações. Ele afirmou que não pretende entrar em confronto direto com Trump, mas reforçou sua posição em defesa da paz.
“Não sou político, não tenho a intenção de entrar em um debate com ele. A mensagem continua sendo a mesma: promover a paz”, disse.
Em outro momento, Leão XIV destacou que não teme o governo norte-americano e garantiu que continuará se manifestando contra a guerra, defendendo o diálogo e soluções diplomáticas para os conflitos.
O papa também ressaltou que a mensagem do Evangelho não deve ser distorcida e reafirmou seu compromisso com a promoção da paz e das relações multilaterais entre os países.


